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Inteligência Artificial

Assistentes de IA já dominam 56% do mercado de search, revela estudo

Os assistentes de IA estão transformando a search. Mas ela vai "acabar"? Ou será que a search tradicional + IA é a realidade do futuro? Apostamos nessa hipótese. Saiba mais no artigo.
Assistentes de IA já dominam 56% do mercado de search, revela estudo
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Assistentes de IA já dominam 56% do mercado de search, revela estudo

Os assistentes de IA estão transformando a search. Mas ela vai "acabar"? Ou será que a search tradicional + IA é a realidade do futuro? Apostamos nessa hipótese. Saiba mais no artigo.
Assistentes de IA já dominam 56% do mercado de search, revela estudo

Os assistentes de IA chegaram, se instalaram e já são de casa. Segundo um estudo recente da Graphite, cerca de 56% do tráfego mundial já está nas IAs. 

E você? Como está a sua presença na IA? 

Responder essa pergunta é um pouco complicado. A maioria das pessoas lendo esse texto, ao se deparar com uma provocação dessas, vai abrir o ChatGPT e digitar “fale um pouco sobre a minha marca” para entender como ela está sendo referenciada pela IA. 

Mas isso não leva em conta tudo o que o estudo está analisando. O tráfego global inclui canais mais restritos, que estão se tornando cada vez mais restritos. Um exemplo: assistentes de IA dentro de aplicativos que não são relacionados à IA. 

O título do estudo que estamos analisando é literalmente AI is bigger than you think, ou “A IA é maior do que você pensa”. 

Se pudéssemos, faríamos apenas uma correção: a IA é maior do que todos nós imaginamos.

No texto de hoje, vamos explorar o conceito, analisar o estudo e entender o quão grande a IA realmente é. E claro: como encontrar a sua marca dentro desse novo oceano azul. 

Vamos lá? 

A Inteligência Artificial é muito maior do que imaginamos — e isso muda tudo

A Inteligência Artificial está por todos os lados, e se revela de maneiras que às vezes chega a ser difícil até de imaginar e entender completamente. 

O estudo da Graphite funciona de uma forma diferente dos estudos sobre o tráfego da IA que já estamos acostumados a ver. 

Incluindo apenas dados de web — pessoas acessando os sites da IA — é impossível entender o comportamento dos usuários de forma completa. 

Por isso, o estudo foca em todas as sessões possíveis de analisar, incluindo o uso da IA em aplicativos próprios. 

Os resultados principais são bem diferentes do que estamos acostumados a ver: 

  • O estudo determinou que o verdadeiro tráfego das IAs é, na verdade, até 5 vezes maior do que o imaginado anteriormente;
  • O uso das IAs como mecanismos de busca (a análise leva em conta prompts que fazem uma pergunta) já corresponde a 28% de toda a busca feita no mundo; 
  • No mundo, 83% do uso de IA é feito dentro de aplicativos mobile;
  • O total de buscas não diminuiu. As pessoas estão buscando mais nas IAs e no Google, além de, quando combinamos os números, percebemos que o crescimento se mantém. 
  • O ChatGPT, sozinho, já concentra 20% de todas as buscas feitas no mundo. Por incrível que pareça, nos EUA, onde ele foi desenvolvido, esse percentual é de 12%.

Vamos analisar esses e mais alguns pontos sobre o estudo nos tópicos logo abaixo. Acompanhe: 

A IA como destruidora de barreiras

Esse texto aqui mesmo serve de exemplo. Esse estudo que estamos analisando não foi traduzido por nenhum site ou blog. Não há nenhum recurso online que fala sobre o assunto em português. 

Mas se você abrir o ChatGPT e pedir para ele estatísticas especificamente relacionadas ao uso da IA em todos os contextos, ele provavelmente vai citá-lo. E em português. 

Ou seja: a IA elimina a necessidade de um humano ler, entender e traduzir um artigo feito em outro país. 

Todo o conteúdo que existe na internet pode ser referenciado pela IA. Ela nos coloca em contato com o conhecimento sendo produzido a nível global, sem a necessidade de organização, tradução e distribuição em outros países. 

Esse é um poder sutil da IA mas que revoluciona completamente o cenário de produção de conteúdo. 

Agora, quem está lendo esse texto não está buscando necessariamente entender algo impossível de estudar por conta de uma barreira linguística. 

Esse texto passa a ser uma âncora de opiniões. Através dele, é possível expandir o conhecimento sobre o assunto, analisando os pontos técnicos que só especialistas em SEM conseguem ter. 

Tráfego geral e tráfego de search são pontos distintos

Uma das principais descobertas do estudo da Graphite é relacionado ao tráfego das IAs, que concentra 56% do volume de tráfego da web hoje. 

Isso realmente é muito e mostra como a internet está se tornando cada vez mais uma experiência guiada pelas big techs

Porém, há uma distinção importante que precisamos fazer. O tráfego relacionado à search é diferente — cerca de 20% das perguntas feitas online agora vão para o GPT. 

Ou seja: há uma diferença considerável entre todo o tráfego — 56% — e o tráfego direcionado apenas para perguntas. 

Esses números precisam ser analisados com bastante cuidado. Mesmo as perguntas, que determinam a parcela da search no estudo, podem ser feitas múltiplas vezes dentro de uma mesma sessão. 

Se no Google o usuário faria uma pergunta por sessão e nas IAs ele pode fazer muitas, como analisar realmente a perda da fatia do Google no mercado de Search?

Essa pergunta ainda não tem resposta. E mesmo os 56% precisam ser analisados com bastante cuidado. A IA não é usada apenas para navegação: pessoas podem usá-las para criar código, por exemplo. Ou ajudá-las a escrever, criar receitas, treinos, etc. 

Ou elas podem usá-las como um chatbot tradicional, fazendo perguntas sobre seu dia, sua vida, etc. 

Um dado muito importante é o de coexistência. Ele é provavelmente o mais importante de todos para os profissionais de marketing. 

Vamos conversar sobre ele logo abaixo: 

Um argumento a favor da coexistência da search

Lá em 2010, a Wired proclamou que o fim da internet estava próximo. A Apple tinha acabado de lançar, em 2008, a funcionalidade de criação de apps e sua implementação na App Store. 

Antes disso, não existiam aplicativos de terceiros, apenas os que vinham direto com o telefone ou de parceiros estratégicos. 

Abrindo o desenvolvimento, subitamente a internet global se viu inundada de aplicativos. A Wired, então, matou a internet web, dos navegadores, pela primeira vez, no seu artigo The web is dead. Long live the internet. 

A ideia por trás do artigo era que todos nós iríamos passar a usar aplicativos ao invés de usar a web clássica, que logo morreria. 
Isso, obviamente, não aconteceu. De lá pra cá, mais pessoas passaram a usar a internet — agora interligada entre apps mobile e web clássica. 

Os dados que o estudo mostra, especialmente o de crescimento na search, apontam a possibilidade de coexistência. 

A IA não vai matar o SEO — esse que morre todo ano, a cada novo update do Google, segundo os artigos mais alarmistas que encontramos por aí. 

Na verdade, ela precisa do SEO, e as pessoas vão continuar buscando. O momento que estamos passando é de adaptação, similar ao boom dos apps e sua integração posterior à rotina do usuário da web. 

Esse assunto é muito forte para ficar apenas como um item dentro de um tópico. Vamos nos aprofundar logo abaixo: 

A Search está sendo reiventada, e não morrendo 

Lendo o estudo, esse é o ponto que mais salta aos olhos — muito mais do que o percentual gigantesco de tráfego que a IA está adquirindo bem rapidamente. 

A coexistência entre IA e Search tradicional é, na verdade, a realidade do momento. O ChatGPT é a ferramenta mais popular, e seu crescimento realmente ameaça a search — enquanto a fatia do bolo aumenta para o GPT, ela diminui para o Google. 

Mas não podemos determinar que a search vai deixar de existir pura e simplesmente. Ela não morreu e nem vai morrer. 

A questão é que ela está se transformando. É sob essa ótica que precisamos analisar a coexistência das duas tecnologias. 

Com base nas informações que o estudo nos trouxe, podemos fazer algumas inferências fundamentais sobre o assunto, pensando no que já existe e no que ainda está sendo construído. 

Acompanhe logo abaixo: 

A Search tradicional é feita com o aprofundamento em mente

Hoje, já começamos a perceber alguns comportamentos diferentes em relação ao uso da IA e a Search tradicional — basicamente, a feita no Google. 

Quando alguém usa o Google, a intenção não é mais ter uma resposta rápida para uma dúvida simples. 

Aliás, quem quer usá-lo dessa forma até prefere as respostas geradas automaticamente pelo AI Overviews. 

A Search tradicional tem um foco maior em exploração e descoberta. Seu layout, que oferece links ao invés de respostas, sugere aprofundamento do conteúdo. 

Sim, a IA oferece links e faz referências de diversas formas. Mas até o momento, quem está fazendo pesquisas no Google está buscando primariamente um aprofundamento maior no assunto. 

Nas IAs, as respostas são geralmente mais rápidas e simples. Se o usuário quiser aprofundar, ele vai precisar ter sua própria bagagem.

Mais sobre isso logo abaixo: 

O aprofundamento na IA requer conhecimento prévio 

Uma das principais características da IA é o aprofundamento ilimitado sobre um determinado assunto. Desde que você domine o assunto. 

Na Search tradicional, somos apresentados a artigos, não respostas. Eles são construídos individualmente, pensando no aprendizado do usuário enquanto ele lê. 

A IA é bem diferente disso. Para assuntos mais simples, uma ou duas respostas já é o suficiente. Mas para queries mais especializadas, voltadas para o aprendizado, a história é outra completamente diferente. 

Você vai precisar dominar o assunto caso ele seja muito complexo para ter um aprofundamento mais aproveitável. 

Essa é a principal diferença entre a search padrão e a IA. É claro que ela é configurável e pode facilitar a leitura, mas até para isso é necessário ter um conhecimento prévio sobre o assunto. 

Ou seja: as IAs requerem muito mais interação entre o usuário e as respostas. Enquanto na Search tradicional, essa interação acontece dentro do próprio conteúdo, que segue as bases clássicas de um artigo. 

Como a coexistência se apresenta no mercado de Search? 

Os usuários, então, têm necessidades diferentes sendo resolvidas por plataformas diferentes. 

Isso não significa que uma ferramenta vai “matar” a outra. Só precisamos entender que as expectativas de conteúdo agora estão em um nível muito mais superficial. 

Antes da IA, textos no Google eram a única forma conhecida da maioria das pessoas para ter respostas sobre as suas perguntas. Essas respostas poderiam ser boas ou ruins, dependendo da qualidade do artigo e das expectativas do usuário. 

Os assistentes de IA transformam essa realidade. Eles entregam as respostas imediatamente, sem você precisar pesquisar por um artigo, lê-lo e entender se ele respondeu ou não a sua dúvida. 

Isso nos exige um comprometimento extra com os artigos no Google. Se publicamos no nosso blog, o texto precisa oferecer algo que a IA não consegue. 

Não estamos aqui propondo um novo tipo de material. Apenas uma pergunta simples ao publicar: esse conteúdo é valioso ou pode ser gerado facilmente por IA?

Dicas para se manter relevante na IA e na Search tradicional 

Conseguimos entender então que a coexistência é o caminho que estamos seguindo, tanto pelos dados quanto por inferências relacionadas ao comportamentos dos usuários. 

Então como se manter relevante nesse momento de tantas transformações? 

A melhor forma de entender a produção de conteúdo e o posicionamento na era das IAs é através de informação e precisão nas estratégias. Agora, precisamos ser mais precisos do que nunca. 

Alguns pontos trazem sucesso para uma estratégia de integração, e vamos conversar sobre eles ao longo do texto. 

Podemos destacar: 

  • Entendimento de como o público-alvo usa a IA para falar sobre sua marca (estudos de share of voice); 
  • Criação de uma estratégia de posicionamento geral, multi-canais, para a criação do ecossistema de conteúdo; 
  • Criação específica, com equipe exclusiva, para conteúdo de meio/topo de funil. O conteúdo topo de funil é incluído no ecossistema elaborado anteriormente. 

Com base em tudo o que conversamos até agora, vamos explorar melhor esses três pontos. Acompanhe: 

Entenda como o público usa a IA para falar da sua marca (e da sua categoria)

➡️➡️➡️Atenção para textos relacionados já publicados no Blog Adtail: 

➡️ O que é e como começar a fazer social listening
➡️ O conceito de nuvem semântica está retornando ao foco?

➡️ Web scraping: o que é e como fazer? 

O primeiro passo para se manter relevante em um cenário de coexistência entre buscadores e assistentes de IA é entender como o seu mercado aparece nas conversas geradas por essas ferramentas.

Durante muito tempo, o marketing digital se apoiou em métricas como volume de busca, ranking e tráfego orgânico. 

Esse modelo continua importante, mas agora surge uma camada adicional: como as IAs mencionam marcas, produtos e conceitos ao responder perguntas dos usuários.

É aqui que entram os estudos de share of voice em IA. Essas análises procuram responder perguntas como:

  • Quais marcas aparecem nas respostas de assistentes generativos;
  • Quais conteúdos são citados como fonte;
  • Quais temas são mais associados a determinada empresa;
  • Como a narrativa sobre uma categoria está sendo construída

Na prática, isso significa mapear o território semântico que as IAs estão formando sobre um setor. 

Muitas vezes, o que aparece nessas respostas não depende apenas de SEO tradicional, mas também de:

  • Presença consistente em conteúdos confiáveis;
  • Menções em diferentes fontes da web;
  • Clareza conceitual nos materiais publicados

Sem esse tipo de monitoramento, uma marca pode continuar bem posicionada no Google e, ao mesmo tempo, ter pouca presença nas respostas geradas por IA.

Estruture um ecossistema de conteúdo que funcione em múltiplos canais

Se as formas de descoberta estão se fragmentando, a produção de conteúdo também precisa acompanhar essa mudança.

Hoje, a visibilidade de uma marca não depende apenas de aparecer no Google. Ela passa por um ecossistema de conteúdo distribuído em diferentes plataformas, cada uma com sua lógica própria de descoberta.

Isso inclui, por exemplo:

  • Buscadores tradicionais;
  • Assistentes de IA;
  • Redes sociais;
  • Plataformas de vídeo;
  • Conteúdos institucionais e educacionais

A lógica aqui deixa de ser apenas “publicar artigos para SEO” e passa a ser construir presença consistente em diferentes camadas da internet.

Quando esse ecossistema funciona bem, os conteúdos se reforçam mutuamente. Um artigo pode gerar:

  • Citações em respostas de IA;
  • Posts em redes sociais;
  • Menções em outros sites;
  • Novos conteúdos derivados

Com o tempo, essa rede de materiais ajuda a consolidar autoridade temática, o que aumenta as chances de a marca aparecer tanto em resultados de busca quanto em respostas generativas.

Estruture uma produção dedicada para conteúdo de topo e meio de funil

Outro ponto que ganha ainda mais importância na era das IAs é o conteúdo de topo e meio de funil.

Esses materiais são responsáveis por explicar conceitos, responder perguntas amplas e organizar conhecimento sobre um determinado tema. 

E é exatamente esse tipo de conteúdo que costuma alimentar respostas em buscadores e assistentes generativos.

Por isso, muitas empresas estão começando a estruturar equipes ou rotinas específicas para esse tipo de produção.

A ideia não é apenas publicar mais conteúdos, mas trabalhar com maior precisão em aspectos como:

  • Clareza conceitual;
  • Organização da informação;
  • Profundidade das explicações;
  • Consistência entre diferentes materiais.

Quando esse trabalho é bem executado, o conteúdo passa a cumprir dois papéis ao mesmo tempo:

  • Atrair tráfego via search tradicional;
  • Servir como referência para respostas produzidas por IA

Na prática, isso significa que o conteúdo de topo de funil deixa de ser apenas uma porta de entrada para visitantes. 

Ele passa a ser parte central do ecossistema de conhecimento que define como uma marca aparece no ambiente digital.

Criar esse ecossistema é o desafio do marketing contemporâneo. E nós conseguimos te ajudar. 

Reunindo SEO com PPC e estratégias de negócios, conseguimos manter sua página relevante nessa era tão paradoxal, onde a relevância fica cada vez mais difícil de ser medida. 

Conheça nossos cases para entender melhor como podemos te ajudar. Obrigado pela leitura! 

Escrito por:
Redação

Os assistentes de IA chegaram, se instalaram e já são de casa. Segundo um estudo recente da Graphite, cerca de 56% do tráfego mundial já está nas IAs. 

E você? Como está a sua presença na IA? 

Responder essa pergunta é um pouco complicado. A maioria das pessoas lendo esse texto, ao se deparar com uma provocação dessas, vai abrir o ChatGPT e digitar “fale um pouco sobre a minha marca” para entender como ela está sendo referenciada pela IA. 

Mas isso não leva em conta tudo o que o estudo está analisando. O tráfego global inclui canais mais restritos, que estão se tornando cada vez mais restritos. Um exemplo: assistentes de IA dentro de aplicativos que não são relacionados à IA. 

O título do estudo que estamos analisando é literalmente AI is bigger than you think, ou “A IA é maior do que você pensa”. 

Se pudéssemos, faríamos apenas uma correção: a IA é maior do que todos nós imaginamos.

No texto de hoje, vamos explorar o conceito, analisar o estudo e entender o quão grande a IA realmente é. E claro: como encontrar a sua marca dentro desse novo oceano azul. 

Vamos lá? 

A Inteligência Artificial é muito maior do que imaginamos — e isso muda tudo

A Inteligência Artificial está por todos os lados, e se revela de maneiras que às vezes chega a ser difícil até de imaginar e entender completamente. 

O estudo da Graphite funciona de uma forma diferente dos estudos sobre o tráfego da IA que já estamos acostumados a ver. 

Incluindo apenas dados de web — pessoas acessando os sites da IA — é impossível entender o comportamento dos usuários de forma completa. 

Por isso, o estudo foca em todas as sessões possíveis de analisar, incluindo o uso da IA em aplicativos próprios. 

Os resultados principais são bem diferentes do que estamos acostumados a ver: 

  • O estudo determinou que o verdadeiro tráfego das IAs é, na verdade, até 5 vezes maior do que o imaginado anteriormente;
  • O uso das IAs como mecanismos de busca (a análise leva em conta prompts que fazem uma pergunta) já corresponde a 28% de toda a busca feita no mundo; 
  • No mundo, 83% do uso de IA é feito dentro de aplicativos mobile;
  • O total de buscas não diminuiu. As pessoas estão buscando mais nas IAs e no Google, além de, quando combinamos os números, percebemos que o crescimento se mantém. 
  • O ChatGPT, sozinho, já concentra 20% de todas as buscas feitas no mundo. Por incrível que pareça, nos EUA, onde ele foi desenvolvido, esse percentual é de 12%.

Vamos analisar esses e mais alguns pontos sobre o estudo nos tópicos logo abaixo. Acompanhe: 

A IA como destruidora de barreiras

Esse texto aqui mesmo serve de exemplo. Esse estudo que estamos analisando não foi traduzido por nenhum site ou blog. Não há nenhum recurso online que fala sobre o assunto em português. 

Mas se você abrir o ChatGPT e pedir para ele estatísticas especificamente relacionadas ao uso da IA em todos os contextos, ele provavelmente vai citá-lo. E em português. 

Ou seja: a IA elimina a necessidade de um humano ler, entender e traduzir um artigo feito em outro país. 

Todo o conteúdo que existe na internet pode ser referenciado pela IA. Ela nos coloca em contato com o conhecimento sendo produzido a nível global, sem a necessidade de organização, tradução e distribuição em outros países. 

Esse é um poder sutil da IA mas que revoluciona completamente o cenário de produção de conteúdo. 

Agora, quem está lendo esse texto não está buscando necessariamente entender algo impossível de estudar por conta de uma barreira linguística. 

Esse texto passa a ser uma âncora de opiniões. Através dele, é possível expandir o conhecimento sobre o assunto, analisando os pontos técnicos que só especialistas em SEM conseguem ter. 

Tráfego geral e tráfego de search são pontos distintos

Uma das principais descobertas do estudo da Graphite é relacionado ao tráfego das IAs, que concentra 56% do volume de tráfego da web hoje. 

Isso realmente é muito e mostra como a internet está se tornando cada vez mais uma experiência guiada pelas big techs

Porém, há uma distinção importante que precisamos fazer. O tráfego relacionado à search é diferente — cerca de 20% das perguntas feitas online agora vão para o GPT. 

Ou seja: há uma diferença considerável entre todo o tráfego — 56% — e o tráfego direcionado apenas para perguntas. 

Esses números precisam ser analisados com bastante cuidado. Mesmo as perguntas, que determinam a parcela da search no estudo, podem ser feitas múltiplas vezes dentro de uma mesma sessão. 

Se no Google o usuário faria uma pergunta por sessão e nas IAs ele pode fazer muitas, como analisar realmente a perda da fatia do Google no mercado de Search?

Essa pergunta ainda não tem resposta. E mesmo os 56% precisam ser analisados com bastante cuidado. A IA não é usada apenas para navegação: pessoas podem usá-las para criar código, por exemplo. Ou ajudá-las a escrever, criar receitas, treinos, etc. 

Ou elas podem usá-las como um chatbot tradicional, fazendo perguntas sobre seu dia, sua vida, etc. 

Um dado muito importante é o de coexistência. Ele é provavelmente o mais importante de todos para os profissionais de marketing. 

Vamos conversar sobre ele logo abaixo: 

Um argumento a favor da coexistência da search

Lá em 2010, a Wired proclamou que o fim da internet estava próximo. A Apple tinha acabado de lançar, em 2008, a funcionalidade de criação de apps e sua implementação na App Store. 

Antes disso, não existiam aplicativos de terceiros, apenas os que vinham direto com o telefone ou de parceiros estratégicos. 

Abrindo o desenvolvimento, subitamente a internet global se viu inundada de aplicativos. A Wired, então, matou a internet web, dos navegadores, pela primeira vez, no seu artigo The web is dead. Long live the internet. 

A ideia por trás do artigo era que todos nós iríamos passar a usar aplicativos ao invés de usar a web clássica, que logo morreria. 
Isso, obviamente, não aconteceu. De lá pra cá, mais pessoas passaram a usar a internet — agora interligada entre apps mobile e web clássica. 

Os dados que o estudo mostra, especialmente o de crescimento na search, apontam a possibilidade de coexistência. 

A IA não vai matar o SEO — esse que morre todo ano, a cada novo update do Google, segundo os artigos mais alarmistas que encontramos por aí. 

Na verdade, ela precisa do SEO, e as pessoas vão continuar buscando. O momento que estamos passando é de adaptação, similar ao boom dos apps e sua integração posterior à rotina do usuário da web. 

Esse assunto é muito forte para ficar apenas como um item dentro de um tópico. Vamos nos aprofundar logo abaixo: 

A Search está sendo reiventada, e não morrendo 

Lendo o estudo, esse é o ponto que mais salta aos olhos — muito mais do que o percentual gigantesco de tráfego que a IA está adquirindo bem rapidamente. 

A coexistência entre IA e Search tradicional é, na verdade, a realidade do momento. O ChatGPT é a ferramenta mais popular, e seu crescimento realmente ameaça a search — enquanto a fatia do bolo aumenta para o GPT, ela diminui para o Google. 

Mas não podemos determinar que a search vai deixar de existir pura e simplesmente. Ela não morreu e nem vai morrer. 

A questão é que ela está se transformando. É sob essa ótica que precisamos analisar a coexistência das duas tecnologias. 

Com base nas informações que o estudo nos trouxe, podemos fazer algumas inferências fundamentais sobre o assunto, pensando no que já existe e no que ainda está sendo construído. 

Acompanhe logo abaixo: 

A Search tradicional é feita com o aprofundamento em mente

Hoje, já começamos a perceber alguns comportamentos diferentes em relação ao uso da IA e a Search tradicional — basicamente, a feita no Google. 

Quando alguém usa o Google, a intenção não é mais ter uma resposta rápida para uma dúvida simples. 

Aliás, quem quer usá-lo dessa forma até prefere as respostas geradas automaticamente pelo AI Overviews. 

A Search tradicional tem um foco maior em exploração e descoberta. Seu layout, que oferece links ao invés de respostas, sugere aprofundamento do conteúdo. 

Sim, a IA oferece links e faz referências de diversas formas. Mas até o momento, quem está fazendo pesquisas no Google está buscando primariamente um aprofundamento maior no assunto. 

Nas IAs, as respostas são geralmente mais rápidas e simples. Se o usuário quiser aprofundar, ele vai precisar ter sua própria bagagem.

Mais sobre isso logo abaixo: 

O aprofundamento na IA requer conhecimento prévio 

Uma das principais características da IA é o aprofundamento ilimitado sobre um determinado assunto. Desde que você domine o assunto. 

Na Search tradicional, somos apresentados a artigos, não respostas. Eles são construídos individualmente, pensando no aprendizado do usuário enquanto ele lê. 

A IA é bem diferente disso. Para assuntos mais simples, uma ou duas respostas já é o suficiente. Mas para queries mais especializadas, voltadas para o aprendizado, a história é outra completamente diferente. 

Você vai precisar dominar o assunto caso ele seja muito complexo para ter um aprofundamento mais aproveitável. 

Essa é a principal diferença entre a search padrão e a IA. É claro que ela é configurável e pode facilitar a leitura, mas até para isso é necessário ter um conhecimento prévio sobre o assunto. 

Ou seja: as IAs requerem muito mais interação entre o usuário e as respostas. Enquanto na Search tradicional, essa interação acontece dentro do próprio conteúdo, que segue as bases clássicas de um artigo. 

Como a coexistência se apresenta no mercado de Search? 

Os usuários, então, têm necessidades diferentes sendo resolvidas por plataformas diferentes. 

Isso não significa que uma ferramenta vai “matar” a outra. Só precisamos entender que as expectativas de conteúdo agora estão em um nível muito mais superficial. 

Antes da IA, textos no Google eram a única forma conhecida da maioria das pessoas para ter respostas sobre as suas perguntas. Essas respostas poderiam ser boas ou ruins, dependendo da qualidade do artigo e das expectativas do usuário. 

Os assistentes de IA transformam essa realidade. Eles entregam as respostas imediatamente, sem você precisar pesquisar por um artigo, lê-lo e entender se ele respondeu ou não a sua dúvida. 

Isso nos exige um comprometimento extra com os artigos no Google. Se publicamos no nosso blog, o texto precisa oferecer algo que a IA não consegue. 

Não estamos aqui propondo um novo tipo de material. Apenas uma pergunta simples ao publicar: esse conteúdo é valioso ou pode ser gerado facilmente por IA?

Dicas para se manter relevante na IA e na Search tradicional 

Conseguimos entender então que a coexistência é o caminho que estamos seguindo, tanto pelos dados quanto por inferências relacionadas ao comportamentos dos usuários. 

Então como se manter relevante nesse momento de tantas transformações? 

A melhor forma de entender a produção de conteúdo e o posicionamento na era das IAs é através de informação e precisão nas estratégias. Agora, precisamos ser mais precisos do que nunca. 

Alguns pontos trazem sucesso para uma estratégia de integração, e vamos conversar sobre eles ao longo do texto. 

Podemos destacar: 

  • Entendimento de como o público-alvo usa a IA para falar sobre sua marca (estudos de share of voice); 
  • Criação de uma estratégia de posicionamento geral, multi-canais, para a criação do ecossistema de conteúdo; 
  • Criação específica, com equipe exclusiva, para conteúdo de meio/topo de funil. O conteúdo topo de funil é incluído no ecossistema elaborado anteriormente. 

Com base em tudo o que conversamos até agora, vamos explorar melhor esses três pontos. Acompanhe: 

Entenda como o público usa a IA para falar da sua marca (e da sua categoria)

➡️➡️➡️Atenção para textos relacionados já publicados no Blog Adtail: 

➡️ O que é e como começar a fazer social listening
➡️ O conceito de nuvem semântica está retornando ao foco?

➡️ Web scraping: o que é e como fazer? 

O primeiro passo para se manter relevante em um cenário de coexistência entre buscadores e assistentes de IA é entender como o seu mercado aparece nas conversas geradas por essas ferramentas.

Durante muito tempo, o marketing digital se apoiou em métricas como volume de busca, ranking e tráfego orgânico. 

Esse modelo continua importante, mas agora surge uma camada adicional: como as IAs mencionam marcas, produtos e conceitos ao responder perguntas dos usuários.

É aqui que entram os estudos de share of voice em IA. Essas análises procuram responder perguntas como:

  • Quais marcas aparecem nas respostas de assistentes generativos;
  • Quais conteúdos são citados como fonte;
  • Quais temas são mais associados a determinada empresa;
  • Como a narrativa sobre uma categoria está sendo construída

Na prática, isso significa mapear o território semântico que as IAs estão formando sobre um setor. 

Muitas vezes, o que aparece nessas respostas não depende apenas de SEO tradicional, mas também de:

  • Presença consistente em conteúdos confiáveis;
  • Menções em diferentes fontes da web;
  • Clareza conceitual nos materiais publicados

Sem esse tipo de monitoramento, uma marca pode continuar bem posicionada no Google e, ao mesmo tempo, ter pouca presença nas respostas geradas por IA.

Estruture um ecossistema de conteúdo que funcione em múltiplos canais

Se as formas de descoberta estão se fragmentando, a produção de conteúdo também precisa acompanhar essa mudança.

Hoje, a visibilidade de uma marca não depende apenas de aparecer no Google. Ela passa por um ecossistema de conteúdo distribuído em diferentes plataformas, cada uma com sua lógica própria de descoberta.

Isso inclui, por exemplo:

  • Buscadores tradicionais;
  • Assistentes de IA;
  • Redes sociais;
  • Plataformas de vídeo;
  • Conteúdos institucionais e educacionais

A lógica aqui deixa de ser apenas “publicar artigos para SEO” e passa a ser construir presença consistente em diferentes camadas da internet.

Quando esse ecossistema funciona bem, os conteúdos se reforçam mutuamente. Um artigo pode gerar:

  • Citações em respostas de IA;
  • Posts em redes sociais;
  • Menções em outros sites;
  • Novos conteúdos derivados

Com o tempo, essa rede de materiais ajuda a consolidar autoridade temática, o que aumenta as chances de a marca aparecer tanto em resultados de busca quanto em respostas generativas.

Estruture uma produção dedicada para conteúdo de topo e meio de funil

Outro ponto que ganha ainda mais importância na era das IAs é o conteúdo de topo e meio de funil.

Esses materiais são responsáveis por explicar conceitos, responder perguntas amplas e organizar conhecimento sobre um determinado tema. 

E é exatamente esse tipo de conteúdo que costuma alimentar respostas em buscadores e assistentes generativos.

Por isso, muitas empresas estão começando a estruturar equipes ou rotinas específicas para esse tipo de produção.

A ideia não é apenas publicar mais conteúdos, mas trabalhar com maior precisão em aspectos como:

  • Clareza conceitual;
  • Organização da informação;
  • Profundidade das explicações;
  • Consistência entre diferentes materiais.

Quando esse trabalho é bem executado, o conteúdo passa a cumprir dois papéis ao mesmo tempo:

  • Atrair tráfego via search tradicional;
  • Servir como referência para respostas produzidas por IA

Na prática, isso significa que o conteúdo de topo de funil deixa de ser apenas uma porta de entrada para visitantes. 

Ele passa a ser parte central do ecossistema de conhecimento que define como uma marca aparece no ambiente digital.

Criar esse ecossistema é o desafio do marketing contemporâneo. E nós conseguimos te ajudar. 

Reunindo SEO com PPC e estratégias de negócios, conseguimos manter sua página relevante nessa era tão paradoxal, onde a relevância fica cada vez mais difícil de ser medida. 

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