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Performance Orgânica

O que é e como fazer seu sitemap rápido (AI friendly)

Veja como criar um arquivo sitmaps.xml, indispensável para a indexação correta do seu site.
O que é e como fazer seu sitemap rápido (AI friendly)
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O que é e como fazer seu sitemap rápido (AI friendly)

Veja como criar um arquivo sitmaps.xml, indispensável para a indexação correta do seu site.
O que é e como fazer seu sitemap rápido (AI friendly)

Para que um site esteja realmente completo, há um arquivo que precisa ser criado, formatado e adicionado ao Google Search Console: o sitemap. 

Esse é conhecimento padrão no marketing digital e no desenvolvimento de softwares, tanto por ser algo estrutural quanto por ser um trabalho bastante simples, que qualquer pessoa consegue criar com um bom direcionamento. 

Existem donos de negócios que acabam se perdendo um pouco no conceito, mas por um motivo muito fácil de resolver: não saber o quão simples é essa criação hoje em dia. 

O sitemap muitas vezes é gerado automaticamente. O trabalho principal está em saber o que ele faz, extraí-lo do CMS (a plataforma que você criou o site) e importá-lo no Google Search Console. 

Hoje vamos trabalhar três principais entendimentos com CMS: o básico, o avançado e o mais avançado ainda, separando assim: 

  • Básico: o que é, pra que serve, como gerar e como fazer upload do sitemap; 
  • Avançado: interpretando o sitemap, fazendo edições, avaliando problemas; 
  • Avançado plus: regras de tracking, avaliação orgânica, forks de domínio;

Começando do básico: 

Básico 1: o que é um sitemap?

O sitemap é um arquivo, geralmente em .xml, que descreve toda a estrutura do front-end do site. 

É o esqueleto do site, a visualização em código HTML da estrutura do site. 

Um sitemap é usado para facilitar o crawl do Google, que usa esse arquivo para entender as estruturas do seu site e indexá-las no buscador. 

Mas não só o Google: todos os buscadores, inclusive as IAs, vão usar o sitemap para entender como seu site funciona. 

O sitemap é consultado: 

  • Para indexação orgânica: um bom sitemap orienta os crawlers para que eles entendam as categorias e o conteúdo do seu site;

  • Para trackeamento: é por causa do sitemap que se torna possível trackear o comportamento do seu usuário. Ele determina quais são as seções e categorias que serão trackeadas, para que as ferramentas de analytics façam o resto;
  • Para descoberta de páginas novas ou atualizadas: alterações no sitemap indicam aos buscadores que o site está diferente, e que novas páginas foram adicionadas;

  • Para priorização de rastreamento (crawling budget): em sites grandes, o sitemap ajuda o buscador a gastar melhor seu orçamento de rastreamento. Ele sinaliza o que é conteúdo relevante e evita desperdício com URLs irrelevantes, duplicadas ou técnicas;
  • Para separação de tipos de conteúdo: Sitemaps diferentes podem ser usados para conteúdos distintos: artigos, produtos, categorias, imagens, vídeos, notícias, etc. Isso melhora a interpretação semântica e tratamento específico por tipo de página;

Então entendemos o que é um sitemap e o que ele faz, certo? Estamos avançando bastante no módulo 1. 

Agora só precisamos entender como ele se parece. Acompanhe: 

Básico 2: como é a estrutura de um sitemap? 

Vamos entender primeiro o que é uma estrutura de um site. 

Todos os sites são criados com um planejamento: qual é a home, quais são as categorias, quais são as conexões de categorias etc. 

Por exemplo: 

  • Home:
    • Página sobre nós
      • Página quem somos; 
      • Página nossos clientes;
      • Página nossa equipe. 


Essa é uma estrutura simples, que guia a construção e a navegação do site. 

A representação visual dessa estrutura é a arquitetura do site, e a representação em HTML é o sitemap. 

💡 Importante: a arquitetura do site e o sitemap são dois conceitos totalmente diferentes, mas complementares. Eles representam a “lógica” do site. 

A arquitetura do site é o esqueleto de como ele vai se apresentar, um guia para a sua criação sob um ponto de vista de design. 

Algo assim: 

Fonte

Em alguns casos, a arquitetura do site pode vir já com as áreas de cada página: 

Fonte

Esse é um modelo da Dreamstime. É bastante simples mas ajuda a entender o que é normalmente apresentado dentro da arquitetura. 

Os níveis de detalhes de uma arquitetura podem variar bastante dependendo do que você quer mostrar. Como estamos focando no front end, não vamos nos aprofundar tanto nessa área. 

Mas por exemplo: há arquiteturas focadas em demonstrar as ligações da sua tech stack. Qual API se conecta com qual e quando. Quais são as regras de automação, etc. 

Enquanto isso, um sitemap é completamente diferente. Ele é apresentado em código. Veja um exemplo simples: 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<urlset xmlns="http://www.sitemaps.org/schemas/sitemap/0.9">
  <url>
    <loc>https://www.exemplo.com/</loc>
    <lastmod>2026-02-01</lastmod>
    <changefreq>daily</changefreq>
    <priority>1.0</priority>
  </url>

  <url>
    <loc>https://www.exemplo.com/blog/</loc>
    <lastmod>2026-01-28</lastmod>
    <changefreq>weekly</changefreq>
    <priority>0.8</priority>
  </url>

  <url>
    <loc>https://www.exemplo.com/contato/</loc>
    <lastmod>2026-01-10</lastmod>
    <changefreq>monthly</changefreq>
    <priority>0.5</priority>
  </url>
</urlset>

Para ver sitemaps reais, basta acessar no navegador:

  • https://site.com/sitemap.xml

  • https://site.com/sitemap_index.xml

  • https://site.com/robots.txt (geralmente aponta para o sitemap).

Quase todo site bem estruturado expõe o sitemap publicamente.

É através desses códigos que se torna possível entender o que é o seu site, do ponto de vista da máquina. 

Nós conseguimos interpretar imagens, e hoje em dia até a máquina consegue. Mas essa linguagem estruturada facilita o crawl, sendo o padrão para interpretação de qualquer ferramenta que você for utilizar. 

Um sitemap HTML, voltado a usuários, pode ser apenas uma página com links organizados:

<ul>
  <li><a href="/">Home</a></li>
  <li><a href="/blog/">Blog</a></li>
  <li><a href="/sobre/">Sobre</a></li>
  <li><a href="/contato/">Contato</a></li>
</ul>

Básico 2.1: entendendo o que o sitemap faz X plataformas que usam o sitemap

Bom, então até agora entendemos o que é que o sitemap faz sob um olhar mais superficial: ele é o padrão de interpretação do site por outras ferramentas. 

Mas e na prática, qual é exatamente a sua função? Saindo um pouco do básico e indo para o avançado, quais são as práticas reais e ações que o sitemap proporciona? 

Vamos para um olhar diferenciado, pensando em ações de marketing e auditoria que se concretizam através do sitemap ou que não funcionam sem o sitemap: 

  • Auditorias de SEO: fazer um SEO audit com o ScreamingFrog ou qualquer outra ferramenta vai requerer um sitemap instalado;

  • Plataformas Google: aparecer nos vídeos recomendados, Google Imagens, Google News e até nos snippets de FAQ do Google requer um sitemap instalado; 
  • Search Console e Webmaster Tools: essas plataformas usam o sitemap como referência para relatórios de cobertura, exclusões, erros de rastreamento e validações técnicas;

Como podemos ver, o sitemap não é um nível alto dentro da sua tech stack. Ele é fundamental no sentido de estar na fundação, sendo tão importante quanto o próprio design front-end das páginas. 

Agora que entendemos o básico, vamos entrar no nível avançado: no funcionamento do sitemap. Como gerá-lo? Como instalá-lo? Como conferir se está tudo certo? 

É o que vamos entender juntos, e agora: 

Avançado 1: extraindo, instalando e analisando o sitemap

Entender o que é o sitemap já é um grande caminho percorrido na sua aplicação e instalação, que não é muito difícil também. 

Se você começar agora e seu site não tiver nenhum grande problema de código ou indexação, você vai conseguir gerar o sitemap e instalá-lo diretamente no Google Search Console em uma hora ou até menos. 

O sitemap é gerado automaticamente na maioria dos CMS, e a importação pelo Search Console é feita sem usar código, ou apenas quando muito necessário. 

Só será importante um conhecimento maior em HTML ao final do processo, onde você vai acabar realmente precisando analisá-lo diretamente. 

Acompanhe: 

Avançado 1.1: como extrair o sitemap do seu CMS

Como conversamos, a maioria dos CMS, se não todos, oferecem uma forma de baixar o sitemap já pronto. 

Usuários menos técnicos não vão precisar nem abrir o sitemap inicialmente. Só quando, no momento da instalação no Search Console, aparecer algum erro ou ponto de atenção. 

Veja os métodos de extração do sitemap na maioria dos CMS:

WordPress:

  • Acessar o domínio e adicionar /sitemap.xml ou /sitemap_index.xml na URL;
  • Se não existir, verificar plugin de SEO instalado (Yoast, Rank Math, SEOPress);
  • Dentro do plugin, acessar a seção de Sitemap XML e copiar a URL exibida;
  • Testar a URL no navegador para confirmar que o arquivo carrega corretamente.

Webflow:

  • Acessar o painel do projeto;
  • Ir em Settings → SEO;
  • Garantir que a opção “Enable Sitemap” esteja ativada;
  • Acessar seudominio.com/sitemap.xml no navegador;
  • Copiar a URL para envio no Search Console.

Wix

  • Acessar o Wix Dashboard;
  • Ir em Marketing & SEO → SEO Tools → Sitemap;
  • Confirmar que o sitemap está ativo;
  • Acessar seudominio.com/sitemap.xml;
  • Copiar a URL gerada automaticamente.

Squarespace

  • Acessar o painel do site;
  • Não há configuração manual de sitemap;
  • Acessar diretamente seudominio.com/sitemap.xml;
  • Conferir se todas as páginas públicas aparecem no arquivo

Shopify

  • O sitemap é gerado automaticamente;
  • Acessar seudominio.com/sitemap.xml;
  • O arquivo será um sitemap index com produtos, coleções, páginas e blogs;
  • Copiar a URL para o Search Console.

CMS próprios ou headless

  • Verificar documentação da plataforma;
  • Procurar por endpoints de sitemap ou geração automática;
  • Confirmar se o sitemap está acessível publicamente;
  • Caso não exista, gerar manualmente ou via script;

Validação final (vale para todos)

  • Abrir o sitemap no navegador;
  • Verificar se o arquivo carrega sem erro;
  • Garantir que as URLs listadas são públicas e indexáveis.

Avançado 1.2: como fazer a instalação do sitemap direto no Google Search Console

O sitemap existe para ser consultado. A maioria das ferramentas que vai consultar o sitemap o faz automaticamente, mas o Google Search Console exige a instalação manual pela sua interface.

Por exemplo: se você for fazer uma auditoria SEO, não vai precisar instalar manualmente o sitemap na plataforma escolhida — i.e. Screaming Frog. 

Mas para o trackeamento correto via Search Console, é necessário instalar o sitemap. Se você não usa o Search Console, é possível que o Google descubra sozinho, mas não vale a pena perder as funcionalidades do Search Console e Tag Manager. 

A instalação do sitemap no Google Search Console é muito simples. Acompanhe logo abaixo os passos: 

  • Inserir a URL do sitemap: no campo “Adicionar um novo sitemap”, informar apenas o caminho final do arquivo, como sitemap.xml ou sitemap_index.xml.;

  • Enviar o sitemap: clicar em “Enviar” e aguardar a confirmação;

  • Verificar o status de envio: após o envio, o sitemap aparecerá na lista com status “Sucesso”, “Erro” ou “Não foi possível buscar”;

  • Aguardar o processamento: o Google pode levar algumas horas ou dias para processar o sitemap e refletir os dados nos relatórios;
  • Acompanhar alertas e erros: caso existam URLs com erro, páginas bloqueadas ou problemas de leitura, o Search Console exibirá avisos específicos associados ao sitemap.

Avançado 1.3: como analisar o sitemap para encontrar erros no Search Console

Agora entramos na parte mais avançada do avançado, mas como estamos vendo até agora, fazer as configurações do sitemap não é nada muito complicado. 

O passo final, após a instalação no Search Console, é entender três pontos principais: 

  • Se houve algum erro na instalação: assim que você subir o sitemap, o Google Search Console vai te avisar imediatamente se o processo foi um sucesso ou não; 
  • Se há páginas enviadas, mas não indexadas: isso acontece com frequência. Em sites novos, é provável que o número vai ficar muito próximo. Em sites mais antigos, você vai ver várias páginas que são listadas no sitemap, mas que não estão indexadas. Navegue pela aba “Páginas” para encontrar URLs chave que podem não estar indexadas. 
  • Problemas de indexação: nessa mesma aba, você também vai encontrar páginas duplicadas e outros problemas menores que não precisam ser resolvidos imediatamente, mas que vale a pena consertar no futuro; 

O ideal é navegar pela interface “Páginas” observando tudo o que seu sitemap lista, e quais são as páginas que estão com problemas de indexação. 

Páginas duplicadas, erros de redirecionamento e até erros 404 vão aparecer em sites mais antigos. Não se desespere: isso é comum e bastante esperado. Mas esses problemas vão precisar ser resolvidos eventualmente. 

E isso nos leva ao próximo tópico aqui no texto: 

Avançado plus: criação de sitemap personalizado e edições 

O sitemap funciona de uma forma muito simples, na verdade. Os ajustes que você vai precisar fazer raramente vão estar relacionados com o próprio sitemap, e também não são feitas diretamente no arquivo.

Geralmente, elas são feitas com o apoio do Search Console.  

A imensa maioria dos sites mais simples não vai necessitar da criação de um sitemap novo, zerado, feito à mão por um desenvolvedor ou SEO técnico experiente. 

Porém, alguns sites mais complexos acabam exigindo um controle melhor. 

Páginas de e-commerce com plataforma padrão podem ter incluídas no seu sitemap uma infinidade de outras páginas não relacionadas ao front-end destinado à indexação pública. 

É o caso das páginas de perfil do usuário, perfil dos vendedores no caso de marketplaces, etc. 

Vamos conversar melhor sobre esses pontos logo abaixo. Acompanhe: 

Fazendo um sitemap personalizado: quando e como

Desenvolvedores e consultores SEO mais experientes entendem que sites com estrutura própria, que não usam CMS ou que usam um CMS headless, sites com áreas internas muito extensas etc. vão precisar de uma edição manual do sitemap. 

Essa edição, porém, não é feita diretamente no arquivo do sitemap. Esse é um processo delicado e que pode gerar mais bugs do que resolver problemas. 

Sites com CMS mas que são muito grandes ou muito extensos podem fazer a edição do sitemap usando o próprio sistema CMS. 

Existem regras de páginas e categorias que podem ser criadas para forçar o no-index. Isso evita que essas páginas apareçam no sitemap gerado pelo CMS. 

Esse processo é um pouco longo, já que você vai precisar passar por cada página ou cada categoria para fazer a listagem. E depois, no arquivo pronto, analisar se deu tudo certo. 

Páginas que não têm essa estrutura, infelizmente, precisam de edição direta. E isso é mais complicado. 

Se você não tem um CMS e precisa gerar um sitemap, vai precisar criar um script que faça o crawl do seu site e coloque as URLs a serem indexadas de acordo com as suas regras de indexação.  

Essas regras precisam ser criadas junto com o script. São elas que vão determinar quais URLs indexar ou não, e consequentemente, quais vão aparecer no sitemap. 

Para não criar o plugin direto, na mão mesmo, você pode usar plugins e outros apps. Veja alguns: 

  • O ScreamingFrog tem um modo creator que possibilita o crawl e a criação do documento;  
  • O SmallSEO tem um programa para a criação de sitemaps. Você pode, inclusive, gerar sitemaps de outros sites para entender melhor como eles funcionam; 
  • Existem plugins como o Jekyll e o Gatsby que também conseguem criar sitemaps. Importante: são suítes de plugins. Os links acima te mandam para a documentação específica da criação do sitemap. 

O processo de criação de um sitemap é bem simples. Sua instalação também. Seu site muito provavelmente está na categoria mais simples, já que a maioria dos sites estão. 

Caso você esteja lidando com um site mais antigo ou complexo, sem CMS ou com CMS headless, você vai precisar fazer um trabalho um pouco mais extenso e complexo. 

Conte com a Adtail para isso! Entre em contato e conheça nossas soluções de SEO hoje. 

Obrigado pela leitura. 

Escrito por:
André Bonanomi
CRO

Para que um site esteja realmente completo, há um arquivo que precisa ser criado, formatado e adicionado ao Google Search Console: o sitemap. 

Esse é conhecimento padrão no marketing digital e no desenvolvimento de softwares, tanto por ser algo estrutural quanto por ser um trabalho bastante simples, que qualquer pessoa consegue criar com um bom direcionamento. 

Existem donos de negócios que acabam se perdendo um pouco no conceito, mas por um motivo muito fácil de resolver: não saber o quão simples é essa criação hoje em dia. 

O sitemap muitas vezes é gerado automaticamente. O trabalho principal está em saber o que ele faz, extraí-lo do CMS (a plataforma que você criou o site) e importá-lo no Google Search Console. 

Hoje vamos trabalhar três principais entendimentos com CMS: o básico, o avançado e o mais avançado ainda, separando assim: 

  • Básico: o que é, pra que serve, como gerar e como fazer upload do sitemap; 
  • Avançado: interpretando o sitemap, fazendo edições, avaliando problemas; 
  • Avançado plus: regras de tracking, avaliação orgânica, forks de domínio;

Começando do básico: 

Básico 1: o que é um sitemap?

O sitemap é um arquivo, geralmente em .xml, que descreve toda a estrutura do front-end do site. 

É o esqueleto do site, a visualização em código HTML da estrutura do site. 

Um sitemap é usado para facilitar o crawl do Google, que usa esse arquivo para entender as estruturas do seu site e indexá-las no buscador. 

Mas não só o Google: todos os buscadores, inclusive as IAs, vão usar o sitemap para entender como seu site funciona. 

O sitemap é consultado: 

  • Para indexação orgânica: um bom sitemap orienta os crawlers para que eles entendam as categorias e o conteúdo do seu site;

  • Para trackeamento: é por causa do sitemap que se torna possível trackear o comportamento do seu usuário. Ele determina quais são as seções e categorias que serão trackeadas, para que as ferramentas de analytics façam o resto;
  • Para descoberta de páginas novas ou atualizadas: alterações no sitemap indicam aos buscadores que o site está diferente, e que novas páginas foram adicionadas;

  • Para priorização de rastreamento (crawling budget): em sites grandes, o sitemap ajuda o buscador a gastar melhor seu orçamento de rastreamento. Ele sinaliza o que é conteúdo relevante e evita desperdício com URLs irrelevantes, duplicadas ou técnicas;
  • Para separação de tipos de conteúdo: Sitemaps diferentes podem ser usados para conteúdos distintos: artigos, produtos, categorias, imagens, vídeos, notícias, etc. Isso melhora a interpretação semântica e tratamento específico por tipo de página;

Então entendemos o que é um sitemap e o que ele faz, certo? Estamos avançando bastante no módulo 1. 

Agora só precisamos entender como ele se parece. Acompanhe: 

Básico 2: como é a estrutura de um sitemap? 

Vamos entender primeiro o que é uma estrutura de um site. 

Todos os sites são criados com um planejamento: qual é a home, quais são as categorias, quais são as conexões de categorias etc. 

Por exemplo: 

  • Home:
    • Página sobre nós
      • Página quem somos; 
      • Página nossos clientes;
      • Página nossa equipe. 


Essa é uma estrutura simples, que guia a construção e a navegação do site. 

A representação visual dessa estrutura é a arquitetura do site, e a representação em HTML é o sitemap. 

💡 Importante: a arquitetura do site e o sitemap são dois conceitos totalmente diferentes, mas complementares. Eles representam a “lógica” do site. 

A arquitetura do site é o esqueleto de como ele vai se apresentar, um guia para a sua criação sob um ponto de vista de design. 

Algo assim: 

Fonte

Em alguns casos, a arquitetura do site pode vir já com as áreas de cada página: 

Fonte

Esse é um modelo da Dreamstime. É bastante simples mas ajuda a entender o que é normalmente apresentado dentro da arquitetura. 

Os níveis de detalhes de uma arquitetura podem variar bastante dependendo do que você quer mostrar. Como estamos focando no front end, não vamos nos aprofundar tanto nessa área. 

Mas por exemplo: há arquiteturas focadas em demonstrar as ligações da sua tech stack. Qual API se conecta com qual e quando. Quais são as regras de automação, etc. 

Enquanto isso, um sitemap é completamente diferente. Ele é apresentado em código. Veja um exemplo simples: 

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<urlset xmlns="http://www.sitemaps.org/schemas/sitemap/0.9">
  <url>
    <loc>https://www.exemplo.com/</loc>
    <lastmod>2026-02-01</lastmod>
    <changefreq>daily</changefreq>
    <priority>1.0</priority>
  </url>

  <url>
    <loc>https://www.exemplo.com/blog/</loc>
    <lastmod>2026-01-28</lastmod>
    <changefreq>weekly</changefreq>
    <priority>0.8</priority>
  </url>

  <url>
    <loc>https://www.exemplo.com/contato/</loc>
    <lastmod>2026-01-10</lastmod>
    <changefreq>monthly</changefreq>
    <priority>0.5</priority>
  </url>
</urlset>

Para ver sitemaps reais, basta acessar no navegador:

  • https://site.com/sitemap.xml

  • https://site.com/sitemap_index.xml

  • https://site.com/robots.txt (geralmente aponta para o sitemap).

Quase todo site bem estruturado expõe o sitemap publicamente.

É através desses códigos que se torna possível entender o que é o seu site, do ponto de vista da máquina. 

Nós conseguimos interpretar imagens, e hoje em dia até a máquina consegue. Mas essa linguagem estruturada facilita o crawl, sendo o padrão para interpretação de qualquer ferramenta que você for utilizar. 

Um sitemap HTML, voltado a usuários, pode ser apenas uma página com links organizados:

<ul>
  <li><a href="/">Home</a></li>
  <li><a href="/blog/">Blog</a></li>
  <li><a href="/sobre/">Sobre</a></li>
  <li><a href="/contato/">Contato</a></li>
</ul>

Básico 2.1: entendendo o que o sitemap faz X plataformas que usam o sitemap

Bom, então até agora entendemos o que é que o sitemap faz sob um olhar mais superficial: ele é o padrão de interpretação do site por outras ferramentas. 

Mas e na prática, qual é exatamente a sua função? Saindo um pouco do básico e indo para o avançado, quais são as práticas reais e ações que o sitemap proporciona? 

Vamos para um olhar diferenciado, pensando em ações de marketing e auditoria que se concretizam através do sitemap ou que não funcionam sem o sitemap: 

  • Auditorias de SEO: fazer um SEO audit com o ScreamingFrog ou qualquer outra ferramenta vai requerer um sitemap instalado;

  • Plataformas Google: aparecer nos vídeos recomendados, Google Imagens, Google News e até nos snippets de FAQ do Google requer um sitemap instalado; 
  • Search Console e Webmaster Tools: essas plataformas usam o sitemap como referência para relatórios de cobertura, exclusões, erros de rastreamento e validações técnicas;

Como podemos ver, o sitemap não é um nível alto dentro da sua tech stack. Ele é fundamental no sentido de estar na fundação, sendo tão importante quanto o próprio design front-end das páginas. 

Agora que entendemos o básico, vamos entrar no nível avançado: no funcionamento do sitemap. Como gerá-lo? Como instalá-lo? Como conferir se está tudo certo? 

É o que vamos entender juntos, e agora: 

Avançado 1: extraindo, instalando e analisando o sitemap

Entender o que é o sitemap já é um grande caminho percorrido na sua aplicação e instalação, que não é muito difícil também. 

Se você começar agora e seu site não tiver nenhum grande problema de código ou indexação, você vai conseguir gerar o sitemap e instalá-lo diretamente no Google Search Console em uma hora ou até menos. 

O sitemap é gerado automaticamente na maioria dos CMS, e a importação pelo Search Console é feita sem usar código, ou apenas quando muito necessário. 

Só será importante um conhecimento maior em HTML ao final do processo, onde você vai acabar realmente precisando analisá-lo diretamente. 

Acompanhe: 

Avançado 1.1: como extrair o sitemap do seu CMS

Como conversamos, a maioria dos CMS, se não todos, oferecem uma forma de baixar o sitemap já pronto. 

Usuários menos técnicos não vão precisar nem abrir o sitemap inicialmente. Só quando, no momento da instalação no Search Console, aparecer algum erro ou ponto de atenção. 

Veja os métodos de extração do sitemap na maioria dos CMS:

WordPress:

  • Acessar o domínio e adicionar /sitemap.xml ou /sitemap_index.xml na URL;
  • Se não existir, verificar plugin de SEO instalado (Yoast, Rank Math, SEOPress);
  • Dentro do plugin, acessar a seção de Sitemap XML e copiar a URL exibida;
  • Testar a URL no navegador para confirmar que o arquivo carrega corretamente.

Webflow:

  • Acessar o painel do projeto;
  • Ir em Settings → SEO;
  • Garantir que a opção “Enable Sitemap” esteja ativada;
  • Acessar seudominio.com/sitemap.xml no navegador;
  • Copiar a URL para envio no Search Console.

Wix

  • Acessar o Wix Dashboard;
  • Ir em Marketing & SEO → SEO Tools → Sitemap;
  • Confirmar que o sitemap está ativo;
  • Acessar seudominio.com/sitemap.xml;
  • Copiar a URL gerada automaticamente.

Squarespace

  • Acessar o painel do site;
  • Não há configuração manual de sitemap;
  • Acessar diretamente seudominio.com/sitemap.xml;
  • Conferir se todas as páginas públicas aparecem no arquivo

Shopify

  • O sitemap é gerado automaticamente;
  • Acessar seudominio.com/sitemap.xml;
  • O arquivo será um sitemap index com produtos, coleções, páginas e blogs;
  • Copiar a URL para o Search Console.

CMS próprios ou headless

  • Verificar documentação da plataforma;
  • Procurar por endpoints de sitemap ou geração automática;
  • Confirmar se o sitemap está acessível publicamente;
  • Caso não exista, gerar manualmente ou via script;

Validação final (vale para todos)

  • Abrir o sitemap no navegador;
  • Verificar se o arquivo carrega sem erro;
  • Garantir que as URLs listadas são públicas e indexáveis.

Avançado 1.2: como fazer a instalação do sitemap direto no Google Search Console

O sitemap existe para ser consultado. A maioria das ferramentas que vai consultar o sitemap o faz automaticamente, mas o Google Search Console exige a instalação manual pela sua interface.

Por exemplo: se você for fazer uma auditoria SEO, não vai precisar instalar manualmente o sitemap na plataforma escolhida — i.e. Screaming Frog. 

Mas para o trackeamento correto via Search Console, é necessário instalar o sitemap. Se você não usa o Search Console, é possível que o Google descubra sozinho, mas não vale a pena perder as funcionalidades do Search Console e Tag Manager. 

A instalação do sitemap no Google Search Console é muito simples. Acompanhe logo abaixo os passos: 

  • Inserir a URL do sitemap: no campo “Adicionar um novo sitemap”, informar apenas o caminho final do arquivo, como sitemap.xml ou sitemap_index.xml.;

  • Enviar o sitemap: clicar em “Enviar” e aguardar a confirmação;

  • Verificar o status de envio: após o envio, o sitemap aparecerá na lista com status “Sucesso”, “Erro” ou “Não foi possível buscar”;

  • Aguardar o processamento: o Google pode levar algumas horas ou dias para processar o sitemap e refletir os dados nos relatórios;
  • Acompanhar alertas e erros: caso existam URLs com erro, páginas bloqueadas ou problemas de leitura, o Search Console exibirá avisos específicos associados ao sitemap.

Avançado 1.3: como analisar o sitemap para encontrar erros no Search Console

Agora entramos na parte mais avançada do avançado, mas como estamos vendo até agora, fazer as configurações do sitemap não é nada muito complicado. 

O passo final, após a instalação no Search Console, é entender três pontos principais: 

  • Se houve algum erro na instalação: assim que você subir o sitemap, o Google Search Console vai te avisar imediatamente se o processo foi um sucesso ou não; 
  • Se há páginas enviadas, mas não indexadas: isso acontece com frequência. Em sites novos, é provável que o número vai ficar muito próximo. Em sites mais antigos, você vai ver várias páginas que são listadas no sitemap, mas que não estão indexadas. Navegue pela aba “Páginas” para encontrar URLs chave que podem não estar indexadas. 
  • Problemas de indexação: nessa mesma aba, você também vai encontrar páginas duplicadas e outros problemas menores que não precisam ser resolvidos imediatamente, mas que vale a pena consertar no futuro; 

O ideal é navegar pela interface “Páginas” observando tudo o que seu sitemap lista, e quais são as páginas que estão com problemas de indexação. 

Páginas duplicadas, erros de redirecionamento e até erros 404 vão aparecer em sites mais antigos. Não se desespere: isso é comum e bastante esperado. Mas esses problemas vão precisar ser resolvidos eventualmente. 

E isso nos leva ao próximo tópico aqui no texto: 

Avançado plus: criação de sitemap personalizado e edições 

O sitemap funciona de uma forma muito simples, na verdade. Os ajustes que você vai precisar fazer raramente vão estar relacionados com o próprio sitemap, e também não são feitas diretamente no arquivo.

Geralmente, elas são feitas com o apoio do Search Console.  

A imensa maioria dos sites mais simples não vai necessitar da criação de um sitemap novo, zerado, feito à mão por um desenvolvedor ou SEO técnico experiente. 

Porém, alguns sites mais complexos acabam exigindo um controle melhor. 

Páginas de e-commerce com plataforma padrão podem ter incluídas no seu sitemap uma infinidade de outras páginas não relacionadas ao front-end destinado à indexação pública. 

É o caso das páginas de perfil do usuário, perfil dos vendedores no caso de marketplaces, etc. 

Vamos conversar melhor sobre esses pontos logo abaixo. Acompanhe: 

Fazendo um sitemap personalizado: quando e como

Desenvolvedores e consultores SEO mais experientes entendem que sites com estrutura própria, que não usam CMS ou que usam um CMS headless, sites com áreas internas muito extensas etc. vão precisar de uma edição manual do sitemap. 

Essa edição, porém, não é feita diretamente no arquivo do sitemap. Esse é um processo delicado e que pode gerar mais bugs do que resolver problemas. 

Sites com CMS mas que são muito grandes ou muito extensos podem fazer a edição do sitemap usando o próprio sistema CMS. 

Existem regras de páginas e categorias que podem ser criadas para forçar o no-index. Isso evita que essas páginas apareçam no sitemap gerado pelo CMS. 

Esse processo é um pouco longo, já que você vai precisar passar por cada página ou cada categoria para fazer a listagem. E depois, no arquivo pronto, analisar se deu tudo certo. 

Páginas que não têm essa estrutura, infelizmente, precisam de edição direta. E isso é mais complicado. 

Se você não tem um CMS e precisa gerar um sitemap, vai precisar criar um script que faça o crawl do seu site e coloque as URLs a serem indexadas de acordo com as suas regras de indexação.  

Essas regras precisam ser criadas junto com o script. São elas que vão determinar quais URLs indexar ou não, e consequentemente, quais vão aparecer no sitemap. 

Para não criar o plugin direto, na mão mesmo, você pode usar plugins e outros apps. Veja alguns: 

  • O ScreamingFrog tem um modo creator que possibilita o crawl e a criação do documento;  
  • O SmallSEO tem um programa para a criação de sitemaps. Você pode, inclusive, gerar sitemaps de outros sites para entender melhor como eles funcionam; 
  • Existem plugins como o Jekyll e o Gatsby que também conseguem criar sitemaps. Importante: são suítes de plugins. Os links acima te mandam para a documentação específica da criação do sitemap. 

O processo de criação de um sitemap é bem simples. Sua instalação também. Seu site muito provavelmente está na categoria mais simples, já que a maioria dos sites estão. 

Caso você esteja lidando com um site mais antigo ou complexo, sem CMS ou com CMS headless, você vai precisar fazer um trabalho um pouco mais extenso e complexo. 

Conte com a Adtail para isso! Entre em contato e conheça nossas soluções de SEO hoje. 

Obrigado pela leitura. 

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