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Inbound Marketing

Leads inativos: o que fazer com eles?

Toda empresa que trabalha na geração de leads tem leads inativos. Não importa qual metodologia a empresa decida usar: Inbound ou Outbound. 
Leads inativos: o que fazer com eles?
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Leads inativos: o que fazer com eles?

Toda empresa que trabalha na geração de leads tem leads inativos. Não importa qual metodologia a empresa decida usar: Inbound ou Outbound. 
Leads inativos: o que fazer com eles?

Toda empresa que trabalha na geração de leads tem leads inativos. Não importa qual metodologia a empresa decida usar: Inbound ou Outbound. 

Leads inativos são aqueles que não fizeram contato com a sua marca ou não tiveram nenhuma interação relevante dentro de um período pré-determinado. 

Um dos pontos de maior discussão dentro do marketing digital é justamente o que fazer com esses leads inativos. 

Campanhas para reaver esses leads e tirá-los da inatividade são complexas e levam tempo, ao mesmo tempo que continuar enviando e-mails para esses leads pode comprometer sua base inteira e até seu domínio. 

Mas ao mesmo tempo, ver a lista crescendo sem saber o que fazer com ela gera uma ansiedade que nunca vai embora. Será que estamos perdendo dinheiro? Será que aquele lead, que fecharia um contrato de um milhão, está nessa lista? 

Hoje vamos entender melhor como realizar campanhas de recuperação de leads inativos em várias frentes diferentes, e empregando estratégias bastante variadas. 

Acompanhe: 

Leads inativos são um subproduto natural de estratégias leadgen? 

Sim. Os leads inativos surgem naturalmente, sendo que lutar contra o aumento dessa taxa é uma das tarefas crônicas do marketing — ela nunca vai acabar. 

Precisamos entender que os modelos mais comuns de geração de leads estão associados ao Funil de Vendas. Mas há um desencontro entre o funil de verdade e o uso dessa representação no marketing. 

Veja: o funil verdadeiro que temos na nossa cozinha não deixa nada para trás. Tudo o que entra nele eventualmente sai. 

Mas na realidade do marketing digital, o funil é mais parecido com uma peneira. Nem tudo o que entra, sai. 

➡️ Leia também: Entendendo o Funil Invertido. Ele funciona de verdade?

Pensando no marketing como um circuito fechado, encontrar situações com muitos leads inativos chega a ser até desesperador. 

Aqui nesse tópico vamos explorar algumas modalidades de Inbound e Outbound, tentando entender como exatamente os leads inativos são gerados nela. 

E depois, vamos partir para ações reais para gerar menos desses leads. E ao final do texto, vamos conversar sobre como “reconvertê-los”. 

Vamos lá: 

O marketing de conteúdo gera leads inativos por incompatibilidades com o ICP e por ser ToFu

Dentro do Inbound, o marketing de conteúdo é uma das estratégias que mais gera desengajamento gradual e leads inativos com o tempo. 

Isso por dois motivos principais, que estão diretamente relacionados com o que a gente estava conversando anteriormente: 

  • Estratégia de Topo de Funil: o marketing de conteúdo é comumente aplicado no Topo do Funil, sendo que a maioria dos leads que ele gera também são pessoas na fase de Descoberta. Por conta disso, é totalmente natural que essa estratégia gere mais leads inativos com o tempo; 
  • Dificuldades na identificação do público: o conteúdo é um esforço criativo. Por conta disso, suposições podem ser feitas em relação à aceitação do ICP, mas o tira teima só vem após a publicação. Às vezes você pode começar a receber leads que não têm nada a ver com a sua estratégia, seu ICP ou até seu público-alvo geral. Por exemplo: uma agência que faz um e-book sobre como criar briefings e subitamente começa a receber leads de outros segmentos, como o redatores freelancers. 

Esse segundo ponto é um dos mais complicados dentro de uma estratégia de marketing de conteúdo. Em alguns casos, marcas chegam a lançar produtos diferentes só para lidar com esse fluxo de leads que, por não serem qualificados, terminam como inativos. 

➡️ Vamos juntos: Como qualificar um lead? Veja 5 estratégias funcionais (e simples)

Mas isso é assunto para mais adiante no texto. Por enquanto, vamos para outra estratégia: 

As mídias pagas geram leads inativos pelo volume de pessoas alcançadas

É importante não confundir o Outbound inteiro com o trabalho feito nas mídias pagas, como o Google Ads e Meta Ads. 

O Outbound, como um método de prospecção ativa, tem técnicas que até ajudam a diminuir a lista de leads inativos — ligações, mensagens, até visitas. 

Porém, as mídias pagas acabam gerando uma quantidade grande de leads inativos por um motivo similar ao marketing de conteúdo: o volume. 

O marketing de conteúdo gera muito volume no Topo do Funil. É essa sua característica mais relevante quando o analisamos sob a ótica da geração de leads inativos. 

As mídias pagas não estão focadas no Topo de Funil, porém também lidam com um alto volume de pessoas. 

E mesmo sendo estratégias Meio > Fundo, ainda assim precisamos considerar que estamos tratando de um Funil/Peneira. 

Nem todos os interessados vão fechar a venda. E pelo alto nível de qualificação do lead, é complicado simplesmente excluí-los da base. 

E ao mesmo tempo, manter o contato pode ser até considerado spam, pelo teor vendedor de mensagens Fundo de Funil. 

As redes sociais geram leads inativos por falta de formalização das abordagens

As redes sociais são um canal extremamente vendedor. Mas um canal que precisa de algumas configurações básicas para não perder no maior desafio que ele apresenta: a necessidade de conversão rápida e atendimento veloz. 

O Funil nas redes sociais corre rápido. A pessoa vê um post e imediatamente se interessa pelo produto. Ela entra em contato com a marca pelo direct e está pronta para comprar naquela momento, assim que sua dúvida for sanada. 

Isso tem nome: speed-to-lead. 

Para você ter uma ideia, o percentual de empresas que engaja com seus consumidores no direct em menos de 5 minutos (12%) é menor do que as que só vão conversar com eles depois de 24 horas (15%). 

As informações são da Ramper, publicadas em entrevista recente. 

Isso atrapalha a própria geração de leads, por sinal. A falta de resposta nas redes sociais acaba gerando, além de leads inativos, menos leads. 

Isso acontece por várias faltas, mas a principal delas com certeza é a falta de protocolo no atendimento via redes sociais. 

Comentários no direct são facilmente inseridos em dashboards de CRM. Alertas podem ser enviados para social medias, gestores de conteúdo e a equipe de vendas ao mesmo tempo

Não investir em um CRM e não ter um protocolo de urgência máxima em speed-to-lead acabam atrapalhando o processo de compra impulsiva do lead. 

Ele pode até se converter algumas horas depois, mas sua chance de se tornar inativo com o tempo é muito maior. 

Como gerar menos leads inativos?  

Conversamos então sobre o que são os leads inativos e como eles são subprodutos naturais da própria estratégia de geração de leads, certo? 

Entender o Funil como uma verdadeira peneira é o primeiro passo para ter menos ansiedade em relação aos leads inativos que você está gerando. Eles vão acontecer, independente do que você fizer. 

O que precisamos entender é como gerar menos leads inativos. Vamos cobrir esse assunto aqui nesse tópico, falando sobre 5 ações principais: 

  • Aumentar o speed-to-lead
  • Melhorias na copy para gerar leads qualificados na origem; 
  • Alinhamento entre expectativa e realidade na conversão; 
  • Separação por estágio de maturidade do prospect e do lead
  • Aumentar o nível de comprometimento no momento da conversão. 

Esses cinco pontos vão te ajudar a gerar leads com menor risco de se tornarem inativos. Vamos nos aprofundar nelas agora. 

Perceba que ainda não estamos falando sobre como resgatar leads inativos. Isso vem no próximo tópico, para fechar o texto. 

Tudo pronto por aí? Então vamos nos aprofundar: 

Aumentar o speed-to-lead

O primeiro ajuste é operacional. É importante que toda a sua operação esteja sempre em alerta para encontrar oportunidades de aumentar o speed-to-lead. 

E ao mesmo tempo, também é necessário aplicar os protocolos de resposta sempre, levando em conta os fatores principais para aumento do speed-to-lead: 

  • Alertas instantâneos para a equipe responsável; 
  • Scripts situacionais específicos sendo aplicados; 
  • Garantias de compliance, com revisões periódicas da performance de vendas. 

O primeiro passo é o mais simples: implemente notificações instantâneas no CRM para cada nova conversão. Praticamente todos os CRMs do mercado oferecem a funcionalidade. 

E depois do alerta, defina um SLA interno claro. Um exemplo: 

  • Até 5 minutos para leads de fundo de funil;
  • Até 15 minutos para leads de meio de funil.

Mas os leads recém chegados não podem disputar atenção com oportunidades antigas ou que ainda estão sendo trabalhadas. 

Por isso, é importante criar uma fila prioritária só para leads recém-gerados. Configure:

  • E-mail automático imediato confirmando recebimento;
  • WhatsApp automático quando aplicável;
  • Tarefa automática para o vendedor responsável.

Se o lead ficar mais de 30 minutos sem contato humano em ofertas comerciais, o risco de inatividade cresce bastante. 

Reduzir esse tempo é uma das ações mais objetivas para manter o lead ativo em um primeiro momento. Leads inativos ainda vão surgir, mas não mais a partir dessa fonte. 

E já que começamos a falar de fontes, vamos entender melhor a qualificação de leads na origem: 

Melhorias na copy para gerar leads qualificados na origem

A copy comunica para o prospect quais são as oportunidades que o material específico que ele está baixando apresenta. 

É muito comum, porém, que a copy seja escrita pensando em vários pontos, como vendabilidade, escaneabilidade, preocupações com o que a marca está transmitindo, etc. 

Raramente a copy de landing pages, chatbots e formulários atua na qualificação do lead direto na origem. 

É necessário revisar suas landing pages e reescrever essa copy com um filtro explícito. Inclua frases como:

  • “Indicado para empresas que já…”
  • “Ideal para quem enfrenta…”
  • “Não é para quem busca…”

E claro, além disso há a qualificação de origem mais básica, relacionada com as opções de conversão no formulário ou chatbot de conversão. Adicione critérios mínimos, como: 

  • Faixa de faturamento;
  • Tamanho de equipe;
  • Nível de maturidade.

Evite promessas amplas como “guia definitivo” ou “serve para qualquer negócio”. E também busque testar headlines que já são em si formas de qualificar o lead. Exemplo:

  • Antes: “Baixe o guia de marketing digital.”;
  • Depois: “Guia de marketing digital para empresas B2B com time interno estruturado.”

É possível que você veja queda no volume de conversões das suas landing pages ao fazer essa revisão buscando a qualificação na origem. É possível criar alguns failsafes para entender se isso está impactando na sua geração de leads. 

Exemplos: 

  • Se sua taxa de conversão está alta e você está gerando muitos leads inativos ou tendo dificuldades em qualificá-los, a baixa na taxa de conversão deve ser batida contra a evolução de leads qualificados na sua base;

  • Se você analisa a quantidade de leads que se tornam inativos durante o mês, aplicar esses ajustes de copy deve fazer a evolução deles ficar cada vez menor;

  • Se a sua equipe de vendas está tendo mais trabalho, mesmo com um volume menor de conversões, você está tendo resultados positivos em qualificação na origem. 

Alinhamento entre expectativa e realidade na conversão

Faça uma auditoria simples — pegue os últimos 20 leads gerados e busque revisar:

  • Promessa do anúncio;
  • Promessa da landing page;
  • Material entregue;
  • Primeiro e-mail enviado.

Há continuidade lógica entre essas quatro etapas?

Se o anúncio promete estratégia avançada e o material é introdutório, ajuste. Se o material é técnico e o primeiro e-mail é genérico, ajuste.

Inclua no próprio material um próximo passo claro:

  • Convite para diagnóstico;
  • Agendamento direto;
  • Teste gratuito.

Sem próximo passo explícito, o lead entra na base e não evolui.

Separação por estágio de maturidade do prospect e do lead

Crie pelo menos três fluxos distintos na automação:

  • Descoberta;
  • Consideração;
  • Decisão

Identifique o estágio com base em:

  • Página de origem;
  • Tipo de material baixado;
  • Palavras-chave utilizadas;
  • Respostas do formulário.

Não envie oferta comercial para quem baixou conteúdo introdutório no primeiro contato.

Implemente tags ou propriedades específicas no CRM para classificar maturidade.

Sem segmentação formal, a comunicação será genérica — e comunicação genérica gera inatividade.

Aumentar o nível de comprometimento no momento da conversão

Inclua um campo adicional estratégico no formulário.

Exemplos práticos:

  • “Qual é seu principal desafio hoje?”
  • “Qual solução você já utiliza?”
  • Em quanto tempo pretende resolver isso?”

Adicione campo obrigatório para telefone em ofertas comerciais.

Teste formulários progressivos: na primeira conversão, peça menos dados; na segunda, aprofunde.

Outra ação prática: substitua parte das iscas passivas (PDFs genéricos) por:

  • Calculadoras;
  • Simuladores;
  • Diagnósticos interativos;
  • Trials.

Ferramentas exigem mais engajamento e aumentam ativação.

Como resgatar leads inativos? 

Esse é o ponto mais importante do texto inteiro, e também o mais complexo de aplicar. 

Existem diversas formas de buscar o regate dos seus leads inativos, sendo que é a sua área de atuação, sua marca e seus leads que vão determinar a melhor forma de fazer esse resgate. 

Porém, existem algumas estratégias já testadas pelo tempo que dão ótimos resultados. Vale a pena conhecê-las melhor. 

A questão é que não compensa muito falar sobre as estratégias especificamente, porque você pode encontrar dezenas em uma busca rápida no ChatGPT. 

O que vale a pena é pensar no que pode ser feito e o que não pode. Ou melhor: o que tem mais chances de sucesso e o que pode te colocar em uma situação até pior. 

Pensamos em algumas perguntas que vão passar por todos os principais pontos de como resgatar leads inativos. Acompanhe logo abaixo: 

Posso mandar e-mails para leads inativos? 

A primeira pergunta, e a principal: leads inativos na base podem receber e-mails da marca? 

Juridicamente sim. A LGPD exige consentimento dos leads para envio de e-mails e comunicações publicitárias. Se há consentimento, não há impedimentos legais para enviar e-mails para leads inativos. 

A LGPD também exige interação prévia com a marca. Então, não é liberado enviar e-mails para grandes listas de leads genéricas, como as bases compradas. Mas se houve a conversão legítima, não há problemas. 

O maior problema de enviar e-mails para leads inativos é a taxa de abertura e engajamento. 

Quanto mais e-mails sem resposta você enviar, menores vão ser suas chances de cair diretamente na caixa de entrada até da sua base engajada. 

Isso é problemático porque você começa a cair na caixa de spam de toda a sua base, não só dos leads inativos. 

Então o que fazer? Se enviar e-mails para leads inativos pode resultar em prejuízos para o e-mail marketing inteiro da marca, qual opção resta? 

Veja logo abaixo: 

Como resgatar leads por e-mail

O ideal é criar campanhas de ativação, disparar um e-mail e depois fazer a limpeza da base. 

Geralmente, marcas juntam seus leads inativos em uma grande categoria, e disparam um ou uma série pequena de e-mails buscando a reativação. 

E-mails com assuntos como “Esse é nosso último e-mail pra você” seguidos por uma última oferta, que vai depender de qual é a situação atual do lead e seus objetivos com a marca. 

Porém, precisamos entender que os leads inativos não são um grande grupo homogêneo, fácil de classificar. É necessário fazer uma triagem antes. 

Leads inativos podem ser: 

  • Lead que nunca abriu nenhum e-mail;
  • Lead que abriu por meses e depois esfriou;
  • Lead que clicou mas nunca converteu;
  • Carrinho abandonado que permaneceu abandonado após tentativa de reativação; 

Etc. Cada uma dessas situações é diferente. Veja alguns exemplos do que fazer nessas quatro situações para ver a variação entre elas: 

  • Pós carrinho abandonado: chance única de receber um grande desconto nos itens deixados no carrinho depois que a tentativa de resgate de carrinho abandonado acontecer; 
  • Lead que nunca abriu nenhum e-mail: necessidade de copy extremamente cativante desde o assunto, seguida de uma proposta irrecusável. Os maiores percentuais de desconto vão estar aqui, por exemplo; 
  • Lead que era quente mas esfriou: necessidade de entender o contexto das informações até o momento, e envio de e-mails personalizados, muitas vezes lead por lead; 
  • Lead que clicou mas nunca converteu: necessidade relacionada com a nutrição de leads. Esse lead precisa ser mais nutrido, e apresenta um ciclo de vendas maior do que a do resto da sua base. É preciso ter cuidado aqui até ao considerá-lo inativo. 

Fazer essa triagem é absolutamente necessária para não perder leads por considerá-los inativos. O fim dessa estratégia é retomar o contato com o lead ou excluí-lo da base. 

Você não vai querer excluir pessoas só porque elas demoram na jornada de compras, então vá com bastante cuidado. 

Posso enviar mensagens por SMS ou WhatsApp para leads inativos?

A primeira pergunta, e a principal: leads inativos podem receber mensagens da marca no WhatsApp?

Juridicamente, sim — desde que exista base legal válida, igual no caso dos e-mails. 

Se o lead forneceu o número voluntariamente no contexto de uma conversão legítima e aceitou receber comunicações, não há impedimento legal para contato.

No caso do WhatsApp, o critério costuma ser ainda mais sensível do que no e-mail. O número de telefone é um dado pessoal mais direto, e o canal é percebido como mais íntimo.

Superada a questão jurídica, vem o ponto estratégico.

O maior problema de enviar mensagens para leads inativos no WhatsApp não é a taxa de abertura — porque ela será alta. É a reação negativa.

O WhatsApp é uma plataforma bastante pessoal, e é necessário ter muito cuidado ao fazer disparos massivos de mensagens irrelevantes. 

Elas geram bloqueios, denúncias e o desgaste da marca com o seu lead, que entendemos já não estar em uma situação muito boa com ela por não interagir. 

Enquanto no e-mail o prejuízo é reputacional perante provedores, no WhatsApp o prejuízo é reputacional perante o próprio lead.

Uma grande quantidade de denúncias gera bloqueios direto da Meta no número, e mesmo uma quantidade pequena já gera menor taxa de envios. 

Então o que fazer?

Se enviar mensagens indiscriminadas pode gerar bloqueios e até restrições operacionais, qual opção resta?

Veja logo abaixo:

Como resgatar leads pelo WhatsApp

O ideal é usar o WhatsApp como canal de abordagem pontual, não como disparo massivo. A lógica aqui é segmentação e contexto.

Leads inativos no WhatsApp podem ser:

  • Lead que iniciou conversa e nunca respondeu novamente;
  • Lead que pediu orçamento e sumiu;
  • Lead que demonstrou interesse meses atrás;
  • Lead que chegou via formulário e autorizou contato, mas nunca engajou;

Veja como essas situações são bastante diferentes da base inativa clássica, dos e-mails. Estamos considerando aqui conversões que têm o elemento WhatsApp na centralidade. 

Cada caso exige abordagem diferente.

Veja alguns exemplos práticos:

  • Lead que iniciou conversa e nunca respondeu: Mensagem curta, contextual e objetiva. Exemplo: retomada direta mencionando o assunto anterior e oferecendo ajuda clara. Nada de texto longo;

  • Lead que pediu orçamento e sumiu: Mensagem de follow-up consultivo, não pressionando.Reforçar benefício, tirar dúvida específica ou oferecer atualização de proposta;

  • Lead antigo que demonstrou interesse: abordagem contextualizada:novidade relevante, atualização de produto, condição específica alinhada ao histórico dele;

  • Lead que autorizou contato mas nunca respondeu: teste abordagem diferente da inicial. Se antes foi comercial, agora pode ser conteúdo útil. Se antes foi texto longo, agora pode ser mensagem breve e direta.

Um ponto Importante para se considerar sempre: WhatsApp não é canal para sequência longa de reativação.

Se houver ausência de resposta após uma ou duas tentativas bem espaçadas, insistir tende a piorar a situação.

No WhatsApp, menos é mais.Um único contato mal feito pode encerrar definitivamente a possibilidade de diálogo. Vá devagar na frequência. 

Fazer essa triagem é essencial para não transformar lead morno em bloqueio definitivo.

Posso ligar para leads inativos? 

Primeiro, vamos lidar com a questão jurídica?

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados exige base legal para uso de dados pessoais. Se o número foi fornecido voluntariamente em um formulário com finalidade clara de contato comercial, existe base legítima para tentativa de abordagem.

O problema começa quando:

  • O lead nunca consentiu contato telefônico;
  • O dado foi comprado de terceiros;
  • Não existe registro de opt-in;
  • O contato é reiterado após manifestação de desinteresse

Além disso, há regras da Anatel sobre chamadas abusivas e telemarketing. Reclamações recorrentes podem gerar sanções à operadora e à empresa.

A realidade de ligações para leads inativos é bastante diferente dos outros casos, sendo o mais sensível de todos. 

De forma reduzida, não é uma boa ideia ligar para leads inativos partindo de uma grande lista. 

Seguir essa rota é para casos bem específicos. Alguma conta extremamente valiosa, um novo produto que surge na empresa, etc. 

E mesmo assim, a comunicação funciona melhor quando é direta. O ideal é que o lead já tenha tido algum tipo de contato mais aprofundado com a empresa, e que gestores ou diretores façam a ligação. 

Se você criar uma operação telefônica com intuito de reconverter leads, você muito facilmente cai no território do telemarketing. 

E não há nada de errado com telemarketing! A questão é a forma com que clientes em geral o enxergam: a partir de lentes já enviesadas para o descontentamento. 

E aí, qual é a sua forma preferida de recuperar leads inativos? 
O maior ponto ao pensar em leads inativos é entender que em alguns casos não compensa fazer um trabalho contínuo de recaptura. 

A estratégia é complexa e traz riscos para a empresa. Renovar uma lista de leads inativos é um trabalho bastante sério, que envolve questões muito particulares. 

O ideal é exagerar na pré-qualificação na origem. Os formulários digitais estão ficando cada vez mais complexos por conta disso. 

Conheça nossos cases para conhecer histórias de qualificação e sucesso no marketing digital e obrigado pela leitura! 

Escrito por:
Redação

Toda empresa que trabalha na geração de leads tem leads inativos. Não importa qual metodologia a empresa decida usar: Inbound ou Outbound. 

Leads inativos são aqueles que não fizeram contato com a sua marca ou não tiveram nenhuma interação relevante dentro de um período pré-determinado. 

Um dos pontos de maior discussão dentro do marketing digital é justamente o que fazer com esses leads inativos. 

Campanhas para reaver esses leads e tirá-los da inatividade são complexas e levam tempo, ao mesmo tempo que continuar enviando e-mails para esses leads pode comprometer sua base inteira e até seu domínio. 

Mas ao mesmo tempo, ver a lista crescendo sem saber o que fazer com ela gera uma ansiedade que nunca vai embora. Será que estamos perdendo dinheiro? Será que aquele lead, que fecharia um contrato de um milhão, está nessa lista? 

Hoje vamos entender melhor como realizar campanhas de recuperação de leads inativos em várias frentes diferentes, e empregando estratégias bastante variadas. 

Acompanhe: 

Leads inativos são um subproduto natural de estratégias leadgen? 

Sim. Os leads inativos surgem naturalmente, sendo que lutar contra o aumento dessa taxa é uma das tarefas crônicas do marketing — ela nunca vai acabar. 

Precisamos entender que os modelos mais comuns de geração de leads estão associados ao Funil de Vendas. Mas há um desencontro entre o funil de verdade e o uso dessa representação no marketing. 

Veja: o funil verdadeiro que temos na nossa cozinha não deixa nada para trás. Tudo o que entra nele eventualmente sai. 

Mas na realidade do marketing digital, o funil é mais parecido com uma peneira. Nem tudo o que entra, sai. 

➡️ Leia também: Entendendo o Funil Invertido. Ele funciona de verdade?

Pensando no marketing como um circuito fechado, encontrar situações com muitos leads inativos chega a ser até desesperador. 

Aqui nesse tópico vamos explorar algumas modalidades de Inbound e Outbound, tentando entender como exatamente os leads inativos são gerados nela. 

E depois, vamos partir para ações reais para gerar menos desses leads. E ao final do texto, vamos conversar sobre como “reconvertê-los”. 

Vamos lá: 

O marketing de conteúdo gera leads inativos por incompatibilidades com o ICP e por ser ToFu

Dentro do Inbound, o marketing de conteúdo é uma das estratégias que mais gera desengajamento gradual e leads inativos com o tempo. 

Isso por dois motivos principais, que estão diretamente relacionados com o que a gente estava conversando anteriormente: 

  • Estratégia de Topo de Funil: o marketing de conteúdo é comumente aplicado no Topo do Funil, sendo que a maioria dos leads que ele gera também são pessoas na fase de Descoberta. Por conta disso, é totalmente natural que essa estratégia gere mais leads inativos com o tempo; 
  • Dificuldades na identificação do público: o conteúdo é um esforço criativo. Por conta disso, suposições podem ser feitas em relação à aceitação do ICP, mas o tira teima só vem após a publicação. Às vezes você pode começar a receber leads que não têm nada a ver com a sua estratégia, seu ICP ou até seu público-alvo geral. Por exemplo: uma agência que faz um e-book sobre como criar briefings e subitamente começa a receber leads de outros segmentos, como o redatores freelancers. 

Esse segundo ponto é um dos mais complicados dentro de uma estratégia de marketing de conteúdo. Em alguns casos, marcas chegam a lançar produtos diferentes só para lidar com esse fluxo de leads que, por não serem qualificados, terminam como inativos. 

➡️ Vamos juntos: Como qualificar um lead? Veja 5 estratégias funcionais (e simples)

Mas isso é assunto para mais adiante no texto. Por enquanto, vamos para outra estratégia: 

As mídias pagas geram leads inativos pelo volume de pessoas alcançadas

É importante não confundir o Outbound inteiro com o trabalho feito nas mídias pagas, como o Google Ads e Meta Ads. 

O Outbound, como um método de prospecção ativa, tem técnicas que até ajudam a diminuir a lista de leads inativos — ligações, mensagens, até visitas. 

Porém, as mídias pagas acabam gerando uma quantidade grande de leads inativos por um motivo similar ao marketing de conteúdo: o volume. 

O marketing de conteúdo gera muito volume no Topo do Funil. É essa sua característica mais relevante quando o analisamos sob a ótica da geração de leads inativos. 

As mídias pagas não estão focadas no Topo de Funil, porém também lidam com um alto volume de pessoas. 

E mesmo sendo estratégias Meio > Fundo, ainda assim precisamos considerar que estamos tratando de um Funil/Peneira. 

Nem todos os interessados vão fechar a venda. E pelo alto nível de qualificação do lead, é complicado simplesmente excluí-los da base. 

E ao mesmo tempo, manter o contato pode ser até considerado spam, pelo teor vendedor de mensagens Fundo de Funil. 

As redes sociais geram leads inativos por falta de formalização das abordagens

As redes sociais são um canal extremamente vendedor. Mas um canal que precisa de algumas configurações básicas para não perder no maior desafio que ele apresenta: a necessidade de conversão rápida e atendimento veloz. 

O Funil nas redes sociais corre rápido. A pessoa vê um post e imediatamente se interessa pelo produto. Ela entra em contato com a marca pelo direct e está pronta para comprar naquela momento, assim que sua dúvida for sanada. 

Isso tem nome: speed-to-lead. 

Para você ter uma ideia, o percentual de empresas que engaja com seus consumidores no direct em menos de 5 minutos (12%) é menor do que as que só vão conversar com eles depois de 24 horas (15%). 

As informações são da Ramper, publicadas em entrevista recente. 

Isso atrapalha a própria geração de leads, por sinal. A falta de resposta nas redes sociais acaba gerando, além de leads inativos, menos leads. 

Isso acontece por várias faltas, mas a principal delas com certeza é a falta de protocolo no atendimento via redes sociais. 

Comentários no direct são facilmente inseridos em dashboards de CRM. Alertas podem ser enviados para social medias, gestores de conteúdo e a equipe de vendas ao mesmo tempo

Não investir em um CRM e não ter um protocolo de urgência máxima em speed-to-lead acabam atrapalhando o processo de compra impulsiva do lead. 

Ele pode até se converter algumas horas depois, mas sua chance de se tornar inativo com o tempo é muito maior. 

Como gerar menos leads inativos?  

Conversamos então sobre o que são os leads inativos e como eles são subprodutos naturais da própria estratégia de geração de leads, certo? 

Entender o Funil como uma verdadeira peneira é o primeiro passo para ter menos ansiedade em relação aos leads inativos que você está gerando. Eles vão acontecer, independente do que você fizer. 

O que precisamos entender é como gerar menos leads inativos. Vamos cobrir esse assunto aqui nesse tópico, falando sobre 5 ações principais: 

  • Aumentar o speed-to-lead
  • Melhorias na copy para gerar leads qualificados na origem; 
  • Alinhamento entre expectativa e realidade na conversão; 
  • Separação por estágio de maturidade do prospect e do lead
  • Aumentar o nível de comprometimento no momento da conversão. 

Esses cinco pontos vão te ajudar a gerar leads com menor risco de se tornarem inativos. Vamos nos aprofundar nelas agora. 

Perceba que ainda não estamos falando sobre como resgatar leads inativos. Isso vem no próximo tópico, para fechar o texto. 

Tudo pronto por aí? Então vamos nos aprofundar: 

Aumentar o speed-to-lead

O primeiro ajuste é operacional. É importante que toda a sua operação esteja sempre em alerta para encontrar oportunidades de aumentar o speed-to-lead. 

E ao mesmo tempo, também é necessário aplicar os protocolos de resposta sempre, levando em conta os fatores principais para aumento do speed-to-lead: 

  • Alertas instantâneos para a equipe responsável; 
  • Scripts situacionais específicos sendo aplicados; 
  • Garantias de compliance, com revisões periódicas da performance de vendas. 

O primeiro passo é o mais simples: implemente notificações instantâneas no CRM para cada nova conversão. Praticamente todos os CRMs do mercado oferecem a funcionalidade. 

E depois do alerta, defina um SLA interno claro. Um exemplo: 

  • Até 5 minutos para leads de fundo de funil;
  • Até 15 minutos para leads de meio de funil.

Mas os leads recém chegados não podem disputar atenção com oportunidades antigas ou que ainda estão sendo trabalhadas. 

Por isso, é importante criar uma fila prioritária só para leads recém-gerados. Configure:

  • E-mail automático imediato confirmando recebimento;
  • WhatsApp automático quando aplicável;
  • Tarefa automática para o vendedor responsável.

Se o lead ficar mais de 30 minutos sem contato humano em ofertas comerciais, o risco de inatividade cresce bastante. 

Reduzir esse tempo é uma das ações mais objetivas para manter o lead ativo em um primeiro momento. Leads inativos ainda vão surgir, mas não mais a partir dessa fonte. 

E já que começamos a falar de fontes, vamos entender melhor a qualificação de leads na origem: 

Melhorias na copy para gerar leads qualificados na origem

A copy comunica para o prospect quais são as oportunidades que o material específico que ele está baixando apresenta. 

É muito comum, porém, que a copy seja escrita pensando em vários pontos, como vendabilidade, escaneabilidade, preocupações com o que a marca está transmitindo, etc. 

Raramente a copy de landing pages, chatbots e formulários atua na qualificação do lead direto na origem. 

É necessário revisar suas landing pages e reescrever essa copy com um filtro explícito. Inclua frases como:

  • “Indicado para empresas que já…”
  • “Ideal para quem enfrenta…”
  • “Não é para quem busca…”

E claro, além disso há a qualificação de origem mais básica, relacionada com as opções de conversão no formulário ou chatbot de conversão. Adicione critérios mínimos, como: 

  • Faixa de faturamento;
  • Tamanho de equipe;
  • Nível de maturidade.

Evite promessas amplas como “guia definitivo” ou “serve para qualquer negócio”. E também busque testar headlines que já são em si formas de qualificar o lead. Exemplo:

  • Antes: “Baixe o guia de marketing digital.”;
  • Depois: “Guia de marketing digital para empresas B2B com time interno estruturado.”

É possível que você veja queda no volume de conversões das suas landing pages ao fazer essa revisão buscando a qualificação na origem. É possível criar alguns failsafes para entender se isso está impactando na sua geração de leads. 

Exemplos: 

  • Se sua taxa de conversão está alta e você está gerando muitos leads inativos ou tendo dificuldades em qualificá-los, a baixa na taxa de conversão deve ser batida contra a evolução de leads qualificados na sua base;

  • Se você analisa a quantidade de leads que se tornam inativos durante o mês, aplicar esses ajustes de copy deve fazer a evolução deles ficar cada vez menor;

  • Se a sua equipe de vendas está tendo mais trabalho, mesmo com um volume menor de conversões, você está tendo resultados positivos em qualificação na origem. 

Alinhamento entre expectativa e realidade na conversão

Faça uma auditoria simples — pegue os últimos 20 leads gerados e busque revisar:

  • Promessa do anúncio;
  • Promessa da landing page;
  • Material entregue;
  • Primeiro e-mail enviado.

Há continuidade lógica entre essas quatro etapas?

Se o anúncio promete estratégia avançada e o material é introdutório, ajuste. Se o material é técnico e o primeiro e-mail é genérico, ajuste.

Inclua no próprio material um próximo passo claro:

  • Convite para diagnóstico;
  • Agendamento direto;
  • Teste gratuito.

Sem próximo passo explícito, o lead entra na base e não evolui.

Separação por estágio de maturidade do prospect e do lead

Crie pelo menos três fluxos distintos na automação:

  • Descoberta;
  • Consideração;
  • Decisão

Identifique o estágio com base em:

  • Página de origem;
  • Tipo de material baixado;
  • Palavras-chave utilizadas;
  • Respostas do formulário.

Não envie oferta comercial para quem baixou conteúdo introdutório no primeiro contato.

Implemente tags ou propriedades específicas no CRM para classificar maturidade.

Sem segmentação formal, a comunicação será genérica — e comunicação genérica gera inatividade.

Aumentar o nível de comprometimento no momento da conversão

Inclua um campo adicional estratégico no formulário.

Exemplos práticos:

  • “Qual é seu principal desafio hoje?”
  • “Qual solução você já utiliza?”
  • Em quanto tempo pretende resolver isso?”

Adicione campo obrigatório para telefone em ofertas comerciais.

Teste formulários progressivos: na primeira conversão, peça menos dados; na segunda, aprofunde.

Outra ação prática: substitua parte das iscas passivas (PDFs genéricos) por:

  • Calculadoras;
  • Simuladores;
  • Diagnósticos interativos;
  • Trials.

Ferramentas exigem mais engajamento e aumentam ativação.

Como resgatar leads inativos? 

Esse é o ponto mais importante do texto inteiro, e também o mais complexo de aplicar. 

Existem diversas formas de buscar o regate dos seus leads inativos, sendo que é a sua área de atuação, sua marca e seus leads que vão determinar a melhor forma de fazer esse resgate. 

Porém, existem algumas estratégias já testadas pelo tempo que dão ótimos resultados. Vale a pena conhecê-las melhor. 

A questão é que não compensa muito falar sobre as estratégias especificamente, porque você pode encontrar dezenas em uma busca rápida no ChatGPT. 

O que vale a pena é pensar no que pode ser feito e o que não pode. Ou melhor: o que tem mais chances de sucesso e o que pode te colocar em uma situação até pior. 

Pensamos em algumas perguntas que vão passar por todos os principais pontos de como resgatar leads inativos. Acompanhe logo abaixo: 

Posso mandar e-mails para leads inativos? 

A primeira pergunta, e a principal: leads inativos na base podem receber e-mails da marca? 

Juridicamente sim. A LGPD exige consentimento dos leads para envio de e-mails e comunicações publicitárias. Se há consentimento, não há impedimentos legais para enviar e-mails para leads inativos. 

A LGPD também exige interação prévia com a marca. Então, não é liberado enviar e-mails para grandes listas de leads genéricas, como as bases compradas. Mas se houve a conversão legítima, não há problemas. 

O maior problema de enviar e-mails para leads inativos é a taxa de abertura e engajamento. 

Quanto mais e-mails sem resposta você enviar, menores vão ser suas chances de cair diretamente na caixa de entrada até da sua base engajada. 

Isso é problemático porque você começa a cair na caixa de spam de toda a sua base, não só dos leads inativos. 

Então o que fazer? Se enviar e-mails para leads inativos pode resultar em prejuízos para o e-mail marketing inteiro da marca, qual opção resta? 

Veja logo abaixo: 

Como resgatar leads por e-mail

O ideal é criar campanhas de ativação, disparar um e-mail e depois fazer a limpeza da base. 

Geralmente, marcas juntam seus leads inativos em uma grande categoria, e disparam um ou uma série pequena de e-mails buscando a reativação. 

E-mails com assuntos como “Esse é nosso último e-mail pra você” seguidos por uma última oferta, que vai depender de qual é a situação atual do lead e seus objetivos com a marca. 

Porém, precisamos entender que os leads inativos não são um grande grupo homogêneo, fácil de classificar. É necessário fazer uma triagem antes. 

Leads inativos podem ser: 

  • Lead que nunca abriu nenhum e-mail;
  • Lead que abriu por meses e depois esfriou;
  • Lead que clicou mas nunca converteu;
  • Carrinho abandonado que permaneceu abandonado após tentativa de reativação; 

Etc. Cada uma dessas situações é diferente. Veja alguns exemplos do que fazer nessas quatro situações para ver a variação entre elas: 

  • Pós carrinho abandonado: chance única de receber um grande desconto nos itens deixados no carrinho depois que a tentativa de resgate de carrinho abandonado acontecer; 
  • Lead que nunca abriu nenhum e-mail: necessidade de copy extremamente cativante desde o assunto, seguida de uma proposta irrecusável. Os maiores percentuais de desconto vão estar aqui, por exemplo; 
  • Lead que era quente mas esfriou: necessidade de entender o contexto das informações até o momento, e envio de e-mails personalizados, muitas vezes lead por lead; 
  • Lead que clicou mas nunca converteu: necessidade relacionada com a nutrição de leads. Esse lead precisa ser mais nutrido, e apresenta um ciclo de vendas maior do que a do resto da sua base. É preciso ter cuidado aqui até ao considerá-lo inativo. 

Fazer essa triagem é absolutamente necessária para não perder leads por considerá-los inativos. O fim dessa estratégia é retomar o contato com o lead ou excluí-lo da base. 

Você não vai querer excluir pessoas só porque elas demoram na jornada de compras, então vá com bastante cuidado. 

Posso enviar mensagens por SMS ou WhatsApp para leads inativos?

A primeira pergunta, e a principal: leads inativos podem receber mensagens da marca no WhatsApp?

Juridicamente, sim — desde que exista base legal válida, igual no caso dos e-mails. 

Se o lead forneceu o número voluntariamente no contexto de uma conversão legítima e aceitou receber comunicações, não há impedimento legal para contato.

No caso do WhatsApp, o critério costuma ser ainda mais sensível do que no e-mail. O número de telefone é um dado pessoal mais direto, e o canal é percebido como mais íntimo.

Superada a questão jurídica, vem o ponto estratégico.

O maior problema de enviar mensagens para leads inativos no WhatsApp não é a taxa de abertura — porque ela será alta. É a reação negativa.

O WhatsApp é uma plataforma bastante pessoal, e é necessário ter muito cuidado ao fazer disparos massivos de mensagens irrelevantes. 

Elas geram bloqueios, denúncias e o desgaste da marca com o seu lead, que entendemos já não estar em uma situação muito boa com ela por não interagir. 

Enquanto no e-mail o prejuízo é reputacional perante provedores, no WhatsApp o prejuízo é reputacional perante o próprio lead.

Uma grande quantidade de denúncias gera bloqueios direto da Meta no número, e mesmo uma quantidade pequena já gera menor taxa de envios. 

Então o que fazer?

Se enviar mensagens indiscriminadas pode gerar bloqueios e até restrições operacionais, qual opção resta?

Veja logo abaixo:

Como resgatar leads pelo WhatsApp

O ideal é usar o WhatsApp como canal de abordagem pontual, não como disparo massivo. A lógica aqui é segmentação e contexto.

Leads inativos no WhatsApp podem ser:

  • Lead que iniciou conversa e nunca respondeu novamente;
  • Lead que pediu orçamento e sumiu;
  • Lead que demonstrou interesse meses atrás;
  • Lead que chegou via formulário e autorizou contato, mas nunca engajou;

Veja como essas situações são bastante diferentes da base inativa clássica, dos e-mails. Estamos considerando aqui conversões que têm o elemento WhatsApp na centralidade. 

Cada caso exige abordagem diferente.

Veja alguns exemplos práticos:

  • Lead que iniciou conversa e nunca respondeu: Mensagem curta, contextual e objetiva. Exemplo: retomada direta mencionando o assunto anterior e oferecendo ajuda clara. Nada de texto longo;

  • Lead que pediu orçamento e sumiu: Mensagem de follow-up consultivo, não pressionando.Reforçar benefício, tirar dúvida específica ou oferecer atualização de proposta;

  • Lead antigo que demonstrou interesse: abordagem contextualizada:novidade relevante, atualização de produto, condição específica alinhada ao histórico dele;

  • Lead que autorizou contato mas nunca respondeu: teste abordagem diferente da inicial. Se antes foi comercial, agora pode ser conteúdo útil. Se antes foi texto longo, agora pode ser mensagem breve e direta.

Um ponto Importante para se considerar sempre: WhatsApp não é canal para sequência longa de reativação.

Se houver ausência de resposta após uma ou duas tentativas bem espaçadas, insistir tende a piorar a situação.

No WhatsApp, menos é mais.Um único contato mal feito pode encerrar definitivamente a possibilidade de diálogo. Vá devagar na frequência. 

Fazer essa triagem é essencial para não transformar lead morno em bloqueio definitivo.

Posso ligar para leads inativos? 

Primeiro, vamos lidar com a questão jurídica?

No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados exige base legal para uso de dados pessoais. Se o número foi fornecido voluntariamente em um formulário com finalidade clara de contato comercial, existe base legítima para tentativa de abordagem.

O problema começa quando:

  • O lead nunca consentiu contato telefônico;
  • O dado foi comprado de terceiros;
  • Não existe registro de opt-in;
  • O contato é reiterado após manifestação de desinteresse

Além disso, há regras da Anatel sobre chamadas abusivas e telemarketing. Reclamações recorrentes podem gerar sanções à operadora e à empresa.

A realidade de ligações para leads inativos é bastante diferente dos outros casos, sendo o mais sensível de todos. 

De forma reduzida, não é uma boa ideia ligar para leads inativos partindo de uma grande lista. 

Seguir essa rota é para casos bem específicos. Alguma conta extremamente valiosa, um novo produto que surge na empresa, etc. 

E mesmo assim, a comunicação funciona melhor quando é direta. O ideal é que o lead já tenha tido algum tipo de contato mais aprofundado com a empresa, e que gestores ou diretores façam a ligação. 

Se você criar uma operação telefônica com intuito de reconverter leads, você muito facilmente cai no território do telemarketing. 

E não há nada de errado com telemarketing! A questão é a forma com que clientes em geral o enxergam: a partir de lentes já enviesadas para o descontentamento. 

E aí, qual é a sua forma preferida de recuperar leads inativos? 
O maior ponto ao pensar em leads inativos é entender que em alguns casos não compensa fazer um trabalho contínuo de recaptura. 

A estratégia é complexa e traz riscos para a empresa. Renovar uma lista de leads inativos é um trabalho bastante sério, que envolve questões muito particulares. 

O ideal é exagerar na pré-qualificação na origem. Os formulários digitais estão ficando cada vez mais complexos por conta disso. 

Conheça nossos cases para conhecer histórias de qualificação e sucesso no marketing digital e obrigado pela leitura! 

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