
O DTV+ está sendo testado nesse exato momento, com liberação provavelmente na exibição da Copa do Mundo 2026.
Isso muda completamente o cenário da televisão para as marcas. Agora, torna-se possível fazer parte da comunidade de anunciantes das emissoras, sem precisar investir nos formatos tradicionais, que são bem limitantes para marcas com foco no digital.
O mundo está girando, e na televisão, novas portas estão sendo abertas de um jeito que nunca vimos antes. Essa é a maior revolução televisiva desde os anos 50.
No texto de hoje, vamos entender o que é a DTV+, quais são seus formatos, quando ela chega e como você deveria se preparar para ela.
Tudo pronto? Então vamos começar:
O DTV+ traz a conectividade e a interatividade para o centro da experiência televisiva

Quem se move primeiro, tem vantagem competitiva
(*) Aline de Pádua, associate partner e Diretora de Mídia
O Brasil vive, em 2026, uma das maiores transformações tecnológicas da sua história em comunicação: a chegada do DTV+ (Digital TV Plus), tambémchamado de TV 3.0.
O novo modelo, sucessor do padrão digital implantado em 2007, já começa a ser implementado em cidades como São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, marcando a transição para uma televisão mais conectada, interativa e mensurável.
Com o DTV+, a televisão passa a oferecer recursos que até então estavam restritos às plataformas online.
O espectador poderá interagir com conteúdos extras, participar de enquetes e até comprar produtos diretamente pela tela.
Para os anunciantes, abre-se a possibilidade de segmentação por perfis demográficos e comportamentais, dados detalhados de audiência e ajustes de campanha em tempo
real.
É possível criar ativações instantâneas, trabalhar QR Codes dinâmicos e desenhar experiências omnichannel que conectem a tela da TV ao mobile, redes sociais e e-commerce.
O DTV+ também reposiciona a televisão frente a gigantes digitais como Google, Meta e TikTok.
Até aqui, a grande força da TV era a escala, enquanto as plataformas digitais se destacavam pela segmentação.
Agora, a TV passa a oferecer o melhor dos dois mundos: impacto de massa aliado à inteligência de dados.
O Brasil tem a oportunidade de ser referência mundial em TV 3.0, e as marcas que se moverem primeiro terão vantagem competitiva, colhendo os primeiros frutos e ganhando expertise mais rápido.
O futuro da televisão já começou — você está pronto para embarcar nele?
O canal como interface

O DTV+ transforma os canais da TV em interfaces. A partir da tela inicial da sua TV, ele acessa seus canais, que funcionam cada um como pequenas plataformas de streaming.
Para quem está assistindo ao canal, é uma experiência de navegação parecida com o Globoplay, mas com funcionalidades extras, como:
- Chat em tempo real;
- Votação em realities;
- Live shopping contextual;
- Busca;
- Anúncios com segmentação geográfica;
- Anúncios em produtos exibidos na tela, com e-commerce integrado;
O telespectador passa a enxergar canais como aplicativos. E na verdade, pequenos aplicativos estão sendo entregues junto com o sinal da TV.
Essa é a grande revolução da TV 3.0.
Ela se torna digital. E portanto, abre muitas portas dentro do marketing digital.
A descentralização da publicidade na TV é digital
O marketing digital trouxe uma revolução ao marketing tradicional pela descentralização promovida pelas plataformas digitais.
As marcas se viram no controle do seu orçamento de marketing, e com isso encontraram avenidas diferentes de divulgação que antes não eram nem cogitadas.
Entre 2000 e 2010, adtechs passaram a oferecer o serviço de publicidade com pagamento por clique, e com distribuição 100% digital.
O custo se tornou mais baixo, a complexidade dos materiais abaixou, e milhões de marcas passaram a ter acesso a publicidade.
Estávamos lá, como agência, e vimos essa transição acontecendo ao vivo. E agora, com a TV, estamos vendo de novo.
Mudando a realidade do OOH Media
Como e quando a DTV+ chega para anunciantes e telespectadores
A DTV+ chega com grandes vantagens para os anunciantes, mas precisamos entender exatamente como esse sistema vai funcionar, e quando ele entra em vigor.
Ainda está um pouco cedo para determinar o funcionamento dos anúncios da DTV+. Não há governança determinada, nem divulgação de especificações técnicas.
Isso vem ao longo dos meses, e vale a pena ficar de olho no blog da Adtail para mais novidades. Pelo nosso networking em emissoras e agências, ficamos sabendo sempre em primeira mão das novidades.
Os anúncios provavelmente serão feitos por agências especializadas, que contam tanto com a capacidade de produção e desenvolvimento como o contato com as emissoras e expertise na plataforma de anúncios.
Muito provavelmente não teremos um sistema self service como o Google Ads, por exemplo. É bem mais provável que o acesso será em um ambiente fechado para anunciantes credenciados.
Anteriormente, além desse middleman, para colocar um comercial na TV você ainda precisaria de uma produtora cadastrada na ANCINE.
Os primeiros recursos de DTV+ chegam aos telespectadores entre junho e julho de 2026, com a transmissão da Copa do Mundo 2026.
Porém, nesse momento ainda não teremos um ponto fundamental: a data certa para a abertura da plataforma de anúncios.
E portanto, na Copa, vamos ver muito provavelmente os primeiros anúncios beta sendo realizados apenas com parceiros exclusivos, começando pela Globo.
Funil de TV — como ele será?

Ainda é cedo para bater o martelo e entender exatamente como um Funil de Vendas vai operar dentro da TV, até porque só temos prévias de como os anúncios funcionam e das funcionalidades da DTV+.
Mas já conseguimos pensar em como cada etapa do Funil da TV será.
- Na etapa de Topo é onde vamos encontrar a maior quantidade de overlays durante o programa. Essa é a camada tecnológica que foi divulgada até o momento, mas é bem provável que um ecossistema de conteúdo também pode ser construído aqui. }
- Exemplo de conteúdo: a receita que a pessoa está vendo vem com os ingredientes na tela, por exemplo. Isso pode ser branded.
- No MoFu é onde os catálogos surgem. Se a pessoa se interessou pelo produto que ela está vendo na tela, poderá se interessar por outros que a marca também oferece.
- No Fundo, a experiência é o que mais conta. A compra pode acontecer direto na tela ou ser transmitida para outro dispositivo, com login compartilhado.
E tudo isso vira dado. No pós-vendas, ainda falta a confirmação, mas é bem provável que uma espécie de remarketing também estará incluso no modelo.
A escolha da parceria começa agora

Parceria, expertise e networking.
Essas são as quatro palavras mais importantes para a escolha da parceira certa nos anúncios e DTV+.
Você provavelmente concorda comigo, mas há ainda uma quarta questão importante: o timing.
O timing está relacionado com quando você começa uma nova parceria com uma agência especializada.
Ela precisa ter essas três qualidades, com destaque para a expertise na área e sua rede de contatos, mas a construção da parceria só vai acontecer ao longo do tempo.
É por isso que você deve começar sua parceria agora. Para chegar no final de 2026 sem nenhuma dúvida sobre os formatos disponíveis, e com uma relação mais próxima com a sua agência de escolha.
Ou seja: esse é o momento de desenvolver a parceria. Ela estará madura o suficiente quando os anúncios forem liberados para empresas interessadas.
Enquanto isso, marcas que só começarem a pensar em agências especializadas em DTV+ no final do ano vão precisar ter todo esse desenvolvimento e rapport feito antes de ter os melhores resultados.
E mais do que isso: a curva de aprendizado pode ser grande. Quem estabelece a parceria agora, se destaca mais rápido por estar aprendendo ao longo de todo o ano.
Fase 1 — Learning
Ao longo de 2026, o mercado opera em regime de aprendizado. Não há padronização consolidada, os formatos ainda estão em liberação progressiva e boa parte das definições passa diretamente pelas emissoras.
Nesse cenário, a curva de aprendizado depende de acesso — e, principalmente, de timing.
Uma agência especializada acelera esse processo porque encurta o caminho entre marca e ecossistema. Isso significa acesso antecipado a formatos, participação em testes, leitura mais rápida de mudanças e redução de tentativa e erro na operação.
E na prática?
Marca e agência passam a construir, juntas, clareza sobre:
- Formatos e inventário: quais formatos estão disponíveis, o que entra em roadmap e quais são as limitações técnicas e regras de exibição;
- Timing de mercado: quando novos formatos, integrações e oportunidades passam a ser comercializáveis;
- Operação e produção: quais perfis profissionais entram no processo e como se estrutura a cadeia de produção;
- Lógica de consumo: como o público interage com a TV, entre conteúdo linear e experiências interativas;
- Sazonalidade e contexto: quais momentos concentram maior atenção e como isso impacta a estratégia;
- Integrações com o ecossistema digital: como a TV se conecta com outras frentes, especialmente e-commerce
Fase 2 — Prepping
O roadmap de anúncios em DTV+ ganha tração no pós-copa, com planejamento de lançamento no início de 2027 — com margem para antecipação dentro de janelas críticas do varejo.
Pode parecer distante, mas não é. As conversas já estão acontecendo agora. Agências e emissoras já discutem formatos, possibilidades e modelos de entrega.
Quando os anúncios forem liberados, quem estiver preparado ocupa as melhores posições — com mais eficiência e menor custo de entrada.
No pós-copa, o prepping entra em fase de formalização: acordos com emissoras, definição de formatos e organização da operação.
E isso só acontece porque a base foi construída na fase anterior.
E o que esse prepping inclui?
Esse prepping inclui:
- Acordos e acesso: negociação com emissoras para garantir inventário, formatos e participação nas primeiras ondas de liberação;
- Definição de formatos: escolha dos formatos prioritários com base no que já está disponível e no que entra primeiro no mercado;
- Estrutura de produção: organização dos times, parceiros e fluxos necessários para viabilizar entregas em DTV+.
- Planejamento de campanhas: desenho das primeiras ativações considerando timing, contexto e objetivos de marca e performance.
- Alinhamento de mensuração: definição de métricas, formas de acompanhamento e integração com os dados já existentes;
- Integrações prioritárias: estruturação das primeiras conexões com o ecossistema digital, especialmente e-commerce.
Fase 3 — Doing
Com os formatos liberados e a operação estruturada, a DTV+ entra em fase de execução.
As primeiras campanhas vão ao ar ainda com assimetrias claras de maturidade entre os players.
Quem estruturou bem o prepping entra com mais controle, enquanto o restante ainda ajusta operação, produção e leitura de resultado em tempo real.
É uma fase de aprendizado contínuo, mas já orientado por performance. Cada ativação passa a gerar insumo direto para otimização.
A dinâmica muda rápido. Formatos evoluem, novas possibilidades entram em liberação e o comportamento do público começa a se consolidar com base no uso real.
E o que esse doing inclui?
O Doing inclui:
- Execução de campanhas: ativação dos primeiros formatos com foco em consistência de entrega e qualidade de experiência;
- Otimização contínua: ajustes rápidos de criativo, segmentação e dinâmica de exibição com base nos dados coletados;
- Leitura de performance: acompanhamento próximo de métricas para entender o que gera resposta dentro da lógica da TV interativa;
- Evolução criativa: adaptação dos formatos e narrativas conforme o comportamento real do público começa a aparecer;
- Escala progressiva: aumento de investimento nos formatos e abordagens que demonstram maior eficiência;
- Integração com o ecossistema: conexão prática com outras frentes, especialmente e-commerce, já com foco em impacto direto em resultado.
Como a sua empresa está pensando na DTV+?
Essa é a hora de se fazer esse questionamento. Nós conseguimos te ajudar no diagnóstico e no planejamento para as próximas etapas.
Entre em contato com a Adtail para entender melhor o que está acontecendo, e quais são os nossos planos para os nossos clientes daqui em diante.
Oferecemos planos ponta a ponta para marcas, com foco em performance, crescimento e reconhecimento de marca. Conheça nossos cases para saber mais!
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